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Em entrevista, Tarso evita falar sobre presença das Farc no País

Ministro da Justiça diz que Brasil não irá considerar questões adjetivas que possam 'jogar gasolina na fogueira'

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

05 de março de 2008 | 17h04

O ministro da Justiça, Tarso Genro, em entrevista à Rádio Eldorado, nesta quarta-feira, 5, evitou falar sobre a afirmação do presidente do Equador, Rafael Correa, de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) provavelmente mantêm bases no território brasileiro. "Eu não devo me manifestar sobre esse assunto. A curiosidade jornalística é correta, mas não é prudente analisar essa questão neste momento", disse o ministro.   Veja também:   Equador e Colômbia anunciam acordo para impasse diplomático Uribe vem ao Brasil e negociações avançam, diz Amorim Equador cobra posição da OEA contra Colômbia Colômbia exibe imagens da incursão militar  Dê sua opinião sobre o conflito   Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região   'É possível que as Farc se desarticulem'   Ouça relato de Expedito Filho, enviado especial ao Equador      A possibilidade de as Farc terem bases no Brasil deve ser analisada dentro do direito internacional, segundo Tarso. "Em primeiro lugar, temos que verificar ou não a sua existência e, em segundo, quais medidas o país soberano deve tomar sobre essas bases, que é o caso agora do Equador", disse o ministro. Segundo ele, o Brasil não irá levar em consideração questões adjetivas, "porque isso só pode jogar gasolina na fogueira".   De acordo com Tarso, o objetivo do Brasil é buscar uma solução diplomática para a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela e não cabe ao País julgar as partes envolvidas. "O que cabe [ao Brasil] é aplicar as normas do direito internacional e elas não autorizam um ataque ao território de outro país soberano", disse o ministro.   A crise diplomática entre os três países teve início depois que o exército colombiano bombardeou no sábado, 1, o acampamento das Farc em território equatoriano e matou o segundo homem na hierarquia da guerrilha, Raúl Reyes. O Equador acusou a Colômbia de realizar uma "violação planejada e premeditada" de sua soberania. Já o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, classificou o ataque de "assassinato covarde, todo friamente preparado".

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