AP Photo/Fernando Llano
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Em meio à crise, Maduro anuncia aumento de 30% no salário mínimo

Este é o 12º aumento que o presidente da Venezuela decreta desde que assumiu o cargo há três anos; mínimo passa para 33.636 bolívares - US$ 1,5 mil na menor taxa oficial, mas apenas US$ 35 no mercado paralelo

O Estado de S. Paulo

01 Maio 2016 | 10h19

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite de sábado o aumento do salário mínimo e das pensões de 30% e disse que já valorizou os salários em 105% em 2015. Trata-se do 12º aumento salarial que Maduro decreta desde que assumiu o cargo há três anos e o segundo de 2016. Os novos valores entraram em vigor ontem.

A renda mínima passará para 33.636 bolívares (cerca de US$ 1,5 mil na menor taxa de câmbio oficial, mas apenas US$ 35 no mercado paralelo), com a soma do salário - 15.051 bolívares - e um bônus obrigatório de alimentação - 18.585 bolívares -, detalhou Maduro. 

“Vocês acham que um presidente da direita poderia fazer isto? Só um presidente chavista pode defender os salários e as pensões”, disse Maduro.

A Venezuela fechou 2015 com uma inflação de 180%, segundo números oficiais. Neste ano, o índice pode chegar 720% e em 2017 a 2.200%, segundo cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

Fuso horário. Os venezuelanos adiantaram ontem seus relógios em 30 minutos, uma medida ordenada por Maduro para enfrentar a crise energética. Às 02h30 da madrugada (hora local), os relógios foram adiantados meia hora, deixando o horário oficial quatro horas a menos em relação ao meridiano de Greenwich (-4h GMT).

Jesús Escalona, chefe da Hora Legal da Venezuela, explicou antes da mudança que o novo fuso horário seria mudado de maneira sincronizada para garantir que os movimentos bancários ou a saída e chegada voos, entre outros serviços, não fossem afetados.

O adiantamento dos relógios faz parte de uma bateria de medidas do governo para reduzir o consumo elétrico na Venezuela, já afetada por cortes programados de energia de quatro horas, segundo um plano de racionamento que é aplicado em todo o país - exceto em Caracas -, e também por apagões inesperados de várias horas de duração.

As medidas para frear o consumo elétrico também incluem a redução da jornada de trabalho para o setor público a apenas dois dias por semana, e aulas de segunda a quinta nas escolas. Os centros comerciais também trabalham com horários restritos e devem gerar parte da energia que utilizam. / EFE, AFP e AP

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