Em Pequim, Chávez anuncia compra de aviões chineses

Presidente venezuelano também assinou acordos de petróleo; aeronaves são de treino e reconhecimento

Efe,

24 de setembro de 2008 | 20h41

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou nesta quarta-feira, 24, a compra de aviões de treino e reconhecimento chineses, um assunto sobre o qual Pequim não se pronunciou, após um dia marcado pela assinatura de acordos de petróleo. "Estamos negociando e acordando a compra de alguns aviões que são de treino e reconhecimento que fazem muita falta para nós", assinalou Chávez após encontro com o presidente da China, Hu Jintao.   Veja também: China distancia-se de idéias de Chávez   Segundo o presidente venezuelano, a compra já foi acordada, mas não há ainda "detalhes". Há algumas semanas, Chávez havia anunciado que compraria de Pequim 24 aviões de combate, enquanto outras fontes assinalaram seu interesse em sistemas de defesa antimísseis e submarinos a diesel, que provavelmente negociará na Rússia, para onde viaja na quinta-feira.   Chávez iniciou nesta quarta a agenda oficial de sua quinta visita à China, marcada pela assinatura de 26 acordos em que predominou o setor do petróleo. A Venezuela é o quinto maior produtor dessa commodity e envia à China 4% do petróleo que os chineses necessitam.   Com os acordos assinados nesta quarta, Caracas aumentará o volume de exportação, que hoje é de 250 mil barris diários, para 500 mil. Entre os documentos assinados também há o acordo de construção de uma refinaria em Cabruta, na Venezuela, e outra em Cantão, na China.   Além disso, os dois governos estudam a construção de três refinarias adicionais em solo chinês. "A China pode se transformar algum dia no principal destino de nosso petróleo", ressaltou o chefe de Estado venezuelano.   Sobre a crise financeira, Chávez voltou a culpar Washington por sua "irresponsabilidade" e sua "grande farsa econômica". Segundo Chávez, que ao lado de Hu foi um dos poucos líderes que não foram à Assembléia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, "é um dos mais culpados."

Tudo o que sabemos sobre:
ChinaVenezuelaChávez

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.