Em visita a Cuba, Carter diz esperar melhores relações com EUA

O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter disse nesta terça-feira esperar contribuir para melhores relações entre Estados Unidos e Cuba. Ele afirmou não estar na ilha em busca da libertação de um norte-americano contratado do governo dos EUA, cuja prisão vem impedindo a melhoria das relações entre os dois países, inimigos do tempo da guerra fria.

JEFF FRANKS, REUTERS

29 de março de 2011 | 19h35

Em visita a Havana, Carter disse a repórteres ter conversado com autoridades cubanas sobre Alan Gross, que está cumprindo uma sentença de 15 anos de prisão por tentar prover acesso ilegal à Internet para grupos de cubanos. Mas Carter afirmou, falando em espanhol: "Não estou aqui para levá-lo para fora do país."

"Espero que nós possamos contribuir para melhores relações entre os dois países", afirmou.

Carter, de 86 anos, está em sua segunda viagem ao país de regime comunista. Em 2002, foi pela primeira vez à ilha, numa visita histórica.

A atual viagem fez surgir especulações de que Carter iria pelo menos tentar plantar as bases para a libertação de Gross, uma vez que depois de deixar a Presidência ele já atuou informalmente como um solucionador de problemas pela via diplomática. Em agosto, ele conseguiu que a Coreia do Norte soltasse um norte-americano preso.

Gross, de 61 anos, foi detido em dezembro de 2009 quando trabalhava em Cuba como parte de um programa secreto dos EUA para promover mudanças políticas na ilha.

Mas Cuba encarou o serviço como parte das várias tentativas dos EUA de minar o governo comunista instalado no país após a revolução de 1959.

A segunda visita de Carter à ilha chamou a atenção porque nenhum outro presidente dos EUA, no cargo ou não, foi à Cuba depois da revolução, apesar de os dois países estarem a apenas 145 quilômetros de distância, pelo mar.

(Reportagem adicional de Rosa Tania Valdés e Nelson Acosta)

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