Embaixada brasileira é ocupada em protesto estudantil no Chile

Jovens são expulsos pela polícia após tomarem o local por horas em protesto contra a Lei Geral de Educação

12 de junho de 2008 | 17h15

Um grupo de estudantes ocupou a embaixada brasileira no Chile nesta quinta-feira, 12, em meio a protestos em várias cidades do país contra a Lei Geral de Educação (LGE) do governo da presidente Michelle Bachelet. Em entrevista por telefone ao estadao.com.br, Alexandre Brasil, responsável pelas relações com a imprensa da embaixada, informou que cerca de oito estudantes invadiram a área externa da parte residencial da embaixada, mas foram retirados rapidamente. Outros dois ficaram acorrentados aos portões do prédio.  Os estudantes ficaram no local por cerca de 45 minutos e foram recebidos pelo encarregado de negócios da embaixada, ministro conselheiro Silvio Albuquerque,  para quem entregaram documentos com suas demandas em relação à Lei Geral de Educação.  Os estudantes pediam gestões do governo brasileiro junto ao governo do Chile para modificar a legislação. Segundo a embaixada, eles foram avisados de que o Brasil não poderia intereferir em assunto interno do país. "De um modo geral, foi um movimento pacífico. Não houve nenhum dano físico, moral ou patrimonial", afirma o funcionário.   Cerca de 5 mil estudantes marcharam pelas ruas de Santiago contra a lei, que ainda se encontra no Congresso e aguarda aprovação. Em várias partes da capital chilena foram registrados enfrentamentos com a polícia, que dispersou os manifestantes com água e gás lacrimogêneo. Ao menos quatro universidades, estatais e privadas, se juntaram às manifestações, pedindo a suspensão das aulas até que o governo atenda as demandas, de integrá-los na discussão sobre a LGE. Durante os protestos, a ministra da Educação, Monica Jiménez, declarou que "não há razão para a mobilização dos estudantes". Ela disse que a lei vai seguir adiante e pediu que eles confiassem no Parlamento. "Se querer qualidade, tem que voltar às aulas", ressaltou a ministra. Foto: Reuters  Foto: Efe  Foto: Reuters Com reportagem de Caio Quero

Tudo o que sabemos sobre:
Chileprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.