Embaixador da Colômbia na Venezuela renuncia ao cargo

José Fernando Bautista deixou o cargo após escândalo na adjudicação de contratos em Bogotá, o que qualificou como 'uma situação inexistente'

Efe,

17 de maio de 2011 | 04h20

BOGOTÁ - O governo colombiano anunciou nesta segunda-feira, 16, a renúncia, por "motivos pessoais", de seu embaixador na Venezuela, José Fernando Bautista, que disse posteriormente que deixa o cargo após ser vinculado a um escândalo na adjudicação de contratos em Bogotá, o que qualificou como "uma situação inexistente".

A renúncia, apresentada na semana passada, foi aceita pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e pela ministra das Relações Exteriores, María Ángela Holguín, precisou a Chancelaria colombiana em comunicado.

 

Tanto Santos como María Ángela "lamentaram a decisão" do diplomata e asseguraram que "respeitam os motivos pessoais" alegados por Bautista para entregar seu cargo.

 

Em comunicado, o agora ex-embaixador assinalou que deixa o cargo após ter sido vinculado ao quebrado Grupo Nule, cujos principais gerentes, os irmãos Manuel e Miguel Nule Velilla e seu primo Guido Nule Mariño, estão presos enquanto enfrentam um julgamento por corrupção em milionárias contratações para obras em Bogotá.

 

Bautista detalha no comunicado que, "quando não exercia nenhum cargo público", administrou negócios para uma empresa do grupo Nule, "reconhecido publicamente como um dos grupos empresariais mais bem-sucedidos da Colômbia".

 

E assinalou como uma "situação inexistente" a afirmação de que a responsável do Tribunal de Contas da Colômbia, Sandra Morelli, solicitara prostitutas para os Nule por intermédio seu.

 

"Esse episódio, junto ao vazamento de algumas informações para levar a conclusões equivocadas e fora de contexto, me mostra que o melhor é reiterar minha decisão de renunciar ao meu cargo, tal qual fiz por escrito em 11 de maio", diz o comunicado de Bautista.

 

A chanceler colombiana agradeceu nesta segunda-feira aos trabalhos desempenhados por Bautista no caminho trilhado pela Colômbia para restabelecer relações diplomáticas com o Governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

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