Embaixador de Honduras nos EUA diz que ONGs distorcem situação do país

Documento enviado a Hilary Clinton por senadores americanos pede corte do envio de ajuda ao país

Efe

24 de outubro de 2010 | 20h42

TEGUCIGALPA - O embaixador hondurenho nos Estados Unidos, Jorge Ramón Hernández, disse neste domingo, 24, que setores interessados em afetar seu país em nível internacional estão distorcendo a situação interna de Honduras.

 

Por essa razão, congressistas dos EUA solicitaram que se suspenda a ajuda americana a Honduras, declarou Hernández à "Rádio América", em Tegucigalpa.

 

Na opinião do diplomata hondurenho, algumas ONGs estão distorcendo a realidade de Honduras com denúncias sobre violações aos direitos humanos depois do golpe de Estado ao então presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho de 2009.

 

Hernández acrescentou que de 455 congressistas americanos, 29 assinaram uma nota para a secretária de Estado, Hillary Clinton, na qual pediram que se suspenda a ajuda de Washington a Honduras.

 

A carta dos 29 senadores, enviada a Hillary no último dia 19, pede a suspensão da ajuda dos EUA a Honduras, em particular a militar e a policial, até que a impunidade nos assassinatos de ativistas políticos e membros da imprensa seja interrompida.

 

Além disso, o documento descreve uma série de violações aos direitos humanos em Honduras, incluindo assassinatos de ativistas rurais, de um líder sindicalista e um jornalista crítico do Governo de Tegucigalpa, entre outros.

 

O embaixador afirmou que a carta é resultado de ações de instituições não governamentais do país, que enviam informações distorcidas aos congressistas americanos.

 

Hernández acrescentou que os Estados Unidos reconhecem o trabalho que o presidente de Honduras, Porfirio Lobo, está fazendo para reconciliar a sociedade hondurenha após a crise política de 2009.

 

O diplomata também declarou que o retorno de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual foi suspenso em 4 de julho de 2009, está em andamento, embora vários países sul-americanos se oponham.

 

Segundo a Frente Nacional de Resistência Popular que exige o retorno de Zelaya e uma Constituinte, durante a administração de Lobo os direitos humanos seguem sendo violados.

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