Embaixador do Brasil confirma morte dos engenheiros que estavam no Peru

Causa da morte ainda não foi divulgada; brasileiros faziam estudo para instalação de uma hidrelétrica no país

Tânia Monteiro, Enviada especial,

28 de julho de 2011 | 02h32

LIMA - O embaixador do Brasil em Lima, Carlos Alfredo Lazary Teixeira, confirmou a morte do engenheiro Mário Augusto Soares Bittencourt, de 61 anos, e do geólogo Mário Gramani Guedes, de 57 anos, que trabalhavam para a Leme Engenharia.

 

Os dois corpos foram encontrados no norte do Peru, nas proximidades das margens do rio Maranhon, a 300 km da cidade de Bagua Grande, em uma região entre a serra e a selva peruana. Os dois saíram na segunda-feira pela manhã para realizar um trabalho de campo para verificar qual o melhor local para futura sede de uma hidrelétrica, mas não retornaram ao local combinado com os outros dois técnicos, que tomaram outra direção para a mesma pesquisa.

 

No início da noite do dia 25, então foram dados como desaparecidos e iniciadas as suas buscas.

O Ministério das Relações Exteriores negou notícias que chegaram a ser divulgadas ontem pela imprensa de que os dois pudessem ter sido atacados por moradores da região contrários à construção da usina hidrelétrica Vera Cruz.

 

O embaixador Lazary disse que o médico legista que fez a primeira autópsia dos dois corpos informou que eles estavam intactos e sem qualquer sinal de violência. A polícia peruana que investiga o caso, disse, também, que objetos pessoais de valor de ambos, como máquinas fotográficas, celulares e carteiras estavam com os dois brasileiros.

 

A presidente Dilma Rousseff já havia sido informada sobre o ocorrido. O embaixador afirmou que um diplomata brasileiro foi enviado para o local, que é bastante afastado, para a identificação dos corpos. Os corpos de Bittencourt e Guedes, que foram encontrados às 6h30 desta quarta-feira, devem ser repatriados hoje para o Brasil.

 

A causa da morte dos dois ainda não foi divulgada. Mas, o local onde eles foram encontrados ficava a 2800 metros de altitude e lá há uma forte dificuldade de se respirar, além da temperatura na área ser muito baixa. A mata no local não era fechada.

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