Embaixador dos EUA confia na melhora da relação com a Venezuela

Patrick Duddy acredita que cenário pode mudar com chegada de novo diplomata em Caracas

AP,

29 de junho de 2010 | 21h08

CARACAS- O atual embaixador dos Estados Unidos em Caracas, Patrick Duddy, afirmou nesta terça-feira, 29, que apesar da relação de seu país com a Venezuela ter sido muito complicada, os laços podem melhorar com a chegada de um novo diplomata.

 

Em declarações à emissora local Unión Radio, Duddy ressaltou que "desde o começo do governo do presidente (Barack) Obama, fomos bastante claros em nossa intenção de buscar uma forma de melhorar a relação, mas isso tem sido bastante difícil".

 

O diplomata disse que a chegada de um novo embaixador americano poderia "começar com uma nova impressão" nas relações até então marcadas por vários impasses durante os 11 anos de mandato do presidente Hugo Chávez, que incluíram a expulsão de Duddy e do embaixador venezuelano em Washington, Bernardo Alvarez, em setembro de 2008.

 

A Casa Branca anunciou na segunda que o diplomata Larry Palmer foi proposto como o novo embaixador para Caracas. A nomeação de Palmer depende da retificação do Senado americano e do voto de assentimento das autoridades venezuelanas.

 

Venezuela e Estados Unidos têm vivido uma relação diplomática difícil durante os onze anos do governo chavista. O presidente atacou o ex-presidente George W. Bush várias vezes, e apesar das tensões terem diminuído com a eleição de Obama, elas ainda permanecem.

 

Duddy e Alvarez retornaram a seus cargos em meados do ano passado após ambos os governos terem acordado em restabelecer as relações, depois de uma breve conversa que Chávez teve com Obama na última Cúpula das Américas.

 

O diplomata americano foi expulso por Chávez "em solidariedade" com uma decisão semelhante do presidente da Bolívia, Evo Morales, que ordenou a saída do embaixador em La Paz, Philip Golberg, acusando-o de intervir em assuntos internos bolivianos. Em represália, Washington também declarou Alvarez "persona non grata" e o expulsou do país.

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