Embaixador paraguaio no Chile renuncia após escândalo sexual

Fotos de ex-senador em capa de tablóide local ameaçava ofuscar visita oficial de Bachelet ao país nesta semana

Veronica Smink, BBC

22 de julho de 2009 | 09h27

Um escândalo sexual envolvendo o embaixador paraguaio no Chile terminou com a renúncia do diplomata, dias antes de um encontro oficial entre o presidente Fernando Lugo e sua colega Michelle Bachelet. Armando Espínola, um ex-senador liberal radical, havia recebido suas credenciais do presidente paraguaio, Fernando Lugo, na semana passada. Poucos dias depois vieram a público, através do tablóide paraguaio Diário Popular, fotos dele com o torso desnudado e em companhia de várias mulheres.

Espínola disse que as imagens haviam sido vazadas por um homem que tentou extorqui-lo. As fotos seriam, disse o ex-senador, de uma velha despedida de solteira comemorada antes mesmo de ele assumir seu cargo no senado. Apesar das declarações, o diplomata não resistiu à pressão política e anunciou sua renúncia ao cargo na Embaixada chilena na terça-feira. A oposição no Senado já pedia seu impeachment.

O tema ameaçava ofuscar a visita da presidente chilena, Michelle Bachelet, a Assunção nesta quarta-feira. O chanceler chileno, Mariano Fernández, havia confirmado que o tema seria tratado pelos dois chefes de Estado.

Armando Espínola esteve no centro de outra polêmica em 1997, quando foi fotografado olhando fotos de mulheres nuas em seu computador pessoal durante uma sessão do Senado. Ele disse que a renúncia ao cargo de diplomata visa a preservar "o melhor interesse nacional, as relações bilaterais (entre Chile e Paraguai) e minha família".

Após saber do desfecho da polêmica, Lugo - que havia preferido deixar o assunto para ser resolvido pela chancelaria paraguaia - afirmou que "este capítulo está encerrado".

 

O presidente paraguaio já esteve pessoalmente envolvido em escândalos de comportamento recentemente, quando três mulheres vieram a público afirmar ter filhos não reconhecidos com ele. Lugo admitiu ser pai e pediu perdão pelos seus atos, mas evitou dar detalhe sobre o número e a identidade de seus filhos.

 

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