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Embargo dos EUA a Cuba continua sem Fidel, diz subsecretário

Presidente cubano renuncia após 49 anos; Bush afirma que este é o início de 'transição democrática' em Cuba

AP e Reuters,

19 de fevereiro de 2008 | 12h17

O embargo dos Estados Unidos seguirá vigente após a renúncia de Fidel Castro, afirmou nesta terça-feira, 19, o subsecretário de Estado John Negroponte. "Eu não consigo imaginar isso acontecendo (o fim do embargo) em nenhum momento próximo", disse Negroponte. Fidel, 81 anos, anunciou que não vai retornar à liderança do país como presidente, aposentando-se como chefe de Estado 49 anos depois de ter tomado o poder em uma revolução armada.   Após 49 anos no poder, Fidel Castro renuncia Saída de Fidel é início de democracia, diz Bush UE pode descongelar laços com Cuba Pré-candidatos pedem libertação de presos políticos Artigo publicado no Granma (em português) A trajetória de Fidel Castro  Principais capas do Estadão sobre Fidel  Guterman: como a história julgará Fidel?   'Dificilmente ele deixará de influenciar'  Você acha que o regime em Cuba mudará?   Fidel Castro: herói ou vilão?  Leia cobertura completa da renúncia de Fidel    O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta terça, que a renúncia de Fidel deve ser o começo de uma "transição democrática para o povo cubano". "A pergunta é o que isso pode significar para o povo de Cuba, já que são eles que estão sofrendo sob o comando de Fidel Castro, eles estão sofrendo com suas carências, sendo privados de seu direito de viver em uma sociedade livre, assim vejo isso como uma transição para o povo cubano", disse.   Washington rompeu relações com Havana em 1961. Logo em seguida, Fidel declarou que sua revolução era socialista e se aproximou da União Soviética. Em 1962, os EUA impuseram um embargo comercial à ilha, que perdura até os dias de hoje. O governo Bush reagiu com frieza ao afastamento de Fidel por motivos de saúde, em 2006, por considerar que não poderia haver mudanças no sistema unipartidário sob o comando de Raúl, que governa provisoriamente desde então.   Em texto publicado no jornal oficial Granma, Fidel, de 81 anos, disse que não buscará um novo mandato presidencial quando a Assembléia Nacional se reunir, no próximo dia 24. Ele não aparece em público há quase 19 meses.   "Aos meus caros compatriotas, que me deram a imensa honra de eleger-me recentemente como membro do Parlamento, comunico que não aspirarei nem aceitarei, repito, não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e Comandante em Chefe", escreveu Fidel no site do jornal.   A Assembléia Nacional deve nomear seu irmão, Raúl Castro, 76, como presidente. Raúl vem governando Cuba desde a cirurgia de emergência que forçou Fidel a delegar o poder, em 31 de julho de 2006.

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