Emboscada das Farc mata dois e fere cinco no sul da Colômbia

Um rebelde morreu na resposta militar; guerrilha tem intensificado ataques após posse de Santos

18 de setembro de 2010 | 20h39

BOGOTÁ- Ao menos dois soldados morreram neste sábado, 18, e outros cinco ficaram feridos ao pisarem num campo minado preparado por guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em Tuluá, no departamento (estado) colombiano de Valle del Cauca.

 

Veja também:

linkColômbia: Santos cria figura de conselheiro de Segurança Nacional

 

Segundo fontes oficiais, depois que os militares caíram no campo minado, ainda receberam rajadas de fuzil por parte dos rebeldes.

 

"Um importante membro" das Farc morreu nas operações de contra-ofensiva, segundo um comunicado militar. "Segundo informações, corresponderia ao conhecido como 'Giovanni', que atuava como chefe de segurança do terrorista conhecido como 'Manuel Tereco', segundo líder da facção Alirio Torres", afirma a nota.

 

Três dos militares feridos foram levados a hospitais da cidade de Le Armenia e outros dois a Tuluá e a Buga.

 

O diretor do hospital de Le Armenia, Carlos Salazar, disse que, dos três pacientes, dois não correm risco de morte e um deles está sendo avaliado para saber se precisará passar por cirurgia.

 

Os outros dois soldados feridos estão evoluindo de "maneira satisfatória" e devem permanecer mais um dia em avaliação.

 

O Exército iniciou uma ação ofensiva contra o reduto das Farc, que instalou minas antipessoa na área.

 

O vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, enviou uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas e dos feridos pelo ataque das Farc e expressou "condenação enfática" à onda de violência da guerrilha.

 

Pelo menos 40 militares e policiais morreram ao longo de setembro em emboscadas da guerrilha, que aumentou seus ataques com a ascensão ao poder do presidente Juan Manuel Santos, em passado 7 de agosto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.