Emissora de TV acusa Venezuela de prender 4 jornalistas colombianos

Repórteres estavam à procura de acampamento de guerrilheiro que estaria em território venezuelano

Efe,

16 de julho de 2010 | 20h17

BOGOTÁ- Quatro jornalistas colombianos, dois deles da emissora televisiva RCN, supostamente foram detidos em território venezuelano, denunciou nesta sexta-feira, 16, em Bogotá a diretora de notícias desse veículo, Clara Elvira Ospina.

 

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Os dois supostos detidos da RCN são o repórter Philip Moreno e o cinegrafista Milton Uzcátegui. Além deles, foram presos, segundo Ospina, outros dois jornalistas de um canal regional do departamento colombiano de Arauca, que faz fronteira com a Venezuela.

 

"Nosso correspondente e nosso cinegrafista foram detidos em Arauca quando foram apurar uma notícia no município venezuelano de Nula" (estado de Apure), afirmou a diretora.

 

Os jornalistas colombianos tentavam localizar o acampamento de Carlos Marín Guarín, conhecido como 'Pablito', um dos líderes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e que, segundo denúncias do governo colombiano, se encontra nessa região venezuelana.

 

Os quatro repórteres chegaram ao perímetro urbano de Nula e ali foram detidos por uma patrulha da Guarda venezuelana, de acordo com Ospina. Segundo ela, a patrulha os manteve presos, disse a eles que não tinham licença de trabalho e, por isso, deveriam ser deportados.

 

Os quatro estão incomunicáveis e "devem ser levados a Caracas, de onde devem ser deportados à Colômbia", acrescentou a diretora da RCN.

 

Segundo Ospina, "é normal que os jornalistas atravessem a fronteira e não existe uma permissão" para seu trabalho informativo.

 

Colômbia e Venezuela protagonizam uma crise diplomática desde quinta-feira, quando o presidente colombiano, Álvaro Uribe, afirmou ter provas contundentes da presença de chefes das guerrilhas na Venezuela.

 

A nova crise nas relações entre os dois vizinhos sul-americanos ocorre a três semanas da posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, ex-ministro da Defesa do governo Uribe.

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