Empresário perseguido chora no julgamento de Fujimori

Em prantos, um empresário acusou nasexta-feira o ex-presidente peruano Alberto Fujimori, que estásendo julgado por violações de direitos humanos, de participarde uma perseguição que o obrigou a fugir do país. O empresário Samuel Dyer foi sequestrado no aeroportointernacional de Lima em julho de 1992, poucos meses depois do"autogolpe" com que Fujimori acumulou poderes. Ele foi na épocaacusado de colaborar com a guerrilha maoísta Sendero Luminoso. Ele diz que, depois de ter sido libertado, em agostodaquele ano, passou a sofrer uma perseguição judicial. Em umaentrevista pela TV, foi acusado por Fujimori de estarcomprometido com o tráfico de armas para a guerrilha e com alavagem de dinheiro, além de ter pagado 1 milhão de dólares porsua liberdade. "Doeu-me muito que um presidente fosse tão irresponsável edissesse uma coisa tão falsa, e isso eu digo aqui olhando acara do presidente", disse Dyer, com voz embargada e sem conteras lágrimas. O Ministério Público peruano pediu 30 anos de prisão paraFujmori neste processo. "As crianças [filhos de Dyer] tinham vergonha de tudo o queestava se dizendo na imprensa, manchetes, falsidades,misérias", acrescentou o empresário, que depois do incidente se"auto-exilou" nos EUA.

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