Empresário se dispõe a explicar 'caso da mala' à Argentina

Venezuelano pego com US$ 800 mil não-declarados diz a advogado que se apresentaria à justiça

Efe,

15 de agosto de 2007 | 18h48

O empresário venezuelano Guido Antonini Wilson se ofereceu para comparecer perante a justiça argentina para explicar o ocorrido de 4 de agosto, quando foi pego com quase US$ 800 mil tentando entrar no país, segundo o advogado que assumiu a representação do acusado.    Bolívia diz que avião que transportou dólares não fez escala "Antonini Wilson pediu a Vidal Albarracín, seu advogado, por telefone de Miami, que apresente um documento afirmando que o empresário se dispõe à justiça quando for convocado", disseram integrantes do escritório de advocacia.   As fontes disseram que, no entanto, não se pode considerar Vidal Abarracín como defensor do venezuelano e que o advogado "não falará no momento" com os jornalistas.   O empresário embarcou em um vôo oficial com funcionários governamentais venezuelanos e argentinos no dia 3 de agosto, gerando uma nova onda de acusações de corrupção contra o governo do presidente da Argentina, Néstor Kirchner, cuja mulher Cristina concorre em outubro à Presidência.   Vários membros do governo argentino já caíram, enquanto Kirchner e Hugo Chávez disputam a responsabilidade pelo ocorrido. A Bolívia se isentou das acusações de envolvimento no caso, negando uma possível escala do vôo em um aeroporto no país.   A Argentina espera explicações da também envolvida no caso, a estatal venezuelana Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA). O chefe do gabinete argentino, Alberto Fernández, afirmou ainda que o episódio, considerado "um caso desgraçado", não afetará as relações entre os dois países.   O avião foi fretado pela estatal argentina Enarsa e nele viajavam funcionários da empresa e da PDVSA.   "Continuamos esperando que a PDVSA dê uma explicação", disse ele, em declarações a rádios de Buenos Aires. "O pior lado deste episódio é que de, algum modo, colocou em xeque a boa fé de um funcionário, por um personagem das características de Guido Antonini Wilson ter subido no avião".   A promotora argentina María Luz Rivas Díez, encarregada da investigação do caso, pediu na terça-feira a captura internacional de Wilson. O paradeiro do empresário é desconhecido, mas acredita-se que ele esteja em Miami, onde mora.

Tudo o que sabemos sobre:
ArgentinaVenezuelaEscândalo da mala

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.