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Empresário venezuelano é condenado à prisão por caso da mala

Durán tentou encobrir destino de mala com US$ 800 mil, que seria dada à campanha de Cristina Kirchner

Efe,

16 de março de 2009 | 21h29

O empresário venezuelano Franklin Durán foi condenado nesta segunda-feira, 16, a quatro anos de prisão por conspirar e atuar como um agente do governo de seu país para encobrir a origem e destino de uma mala com US$ 800 mil confiscada na Argentina em 2007. A condenação de Durán, o único dos cinco acusados no "caso da mala" a enfrentar um julgamento com júri num tribunal de Miami, é menor do que a pena máxima de 15 anos de prisão que encarava pelas acusações.

 

A juíza Joan Lenard também impôs três anos de liberdade supervisionada quando sair da prisão e o pagamento de uma multa de US$ 175 mil. Antes de emitir a sentença em uma audiência judicial de quatro horas, Lenard disse que considerou as circunstâncias do caso e entendia que o acusado não viajou para este país para fazer espionagem para os Estados Unidos.

 

No entanto, acrescentou, levou em conta o que disseram os promotores federais em sua apresentação do caso: "Durán participou em pressionar e convencer (Guido Alejandro) Antonini Wilson a não dizer nada sobre a origem e destino do dinheiro apreendido na Argentina, e isso é um delito muito grave nos Estados Unidos". O advogado de Durán, Edward Shohat, tinha pedido uma condenação máxima de três anos de prisão com o argumento de que seu cliente não atuou como espião e nunca tentou prejudicar os interesses nacionais dos Estados Unidos.

 

Após a audiência judicial, a defesa anunciou que recorrerá da decisão de Lenard. Durán foi detido em 2007 por viajar para Miami para pressionar Antonini Wilson a não revelar a origem e destino da mala com a qual foi detido na Argentina.

 

Os fundos supostamente provinham dos cofres da Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA) e estavam destinados à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, segundo várias testemunhas da Procuradoria Federal. Os governos de Venezuela e Argentina negaram qualquer relação com o dinheiro.

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