Empresários de Honduras apresentam solução para crise do país

Acordo envolve tropas multinacionais, volta de Zelaya ao poder com restrições e mandato vitalício a Micheletti

29 de setembro de 2009 | 14h48

Um grupo de empresários de grande influência em Honduras propôs nesta terça-feira, 29, um plano que contempla a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, com poderes restringidos e o envio de uma força multinacional ao país, informou o líder do grupo, Adolfo Facussé, segundo a agência de notícias AFP.

 

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O plano para encontrar uma rápida solução à crise de Honduras prevê que Zelaya seja reinstalado no poder, mas que se submeta imediatamente aos tribunais de justiça para que responda às acusações que lhe são imputadas.

 

"O presidente interino Roberto Micheletti, de quem esperamos uma atitude patriótica, voltaria ao Congresso não como presidente e sim como um deputado" e poderia buscar uma cadeira vitalícia na casa, o que seria inédito e não é proibido pela lei, conforme assegurou Facussé.

 

Para garantir o cumprimento do acordo por ambas as partes, seria necessário o envio de uma força multinacional a Honduras, integrada por cerca de 3 mil soldados policiais ou do Exército do Canadá, do Panamá ou da Colômbia, disse Facussé, que não especificou se tais tropas teriam a tutela da ONU.

 

"O plano é produto da discussão de um grupo grande de empresários e outros cidadãos hondurenhos e a ideia principal se baseia no plano do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, com modificações complementares para responder às inquietudes de alguns setores", argumentou Facussé.

O plano também sugere que Zelaya delegue o mando das Forças Armadas ao conselho de ministros e a faculdade de remover os membros de seu gabinete ao Congresso.

Segundo essa proposta, os ministros seriam nomeados pelos partidos políticos na mesma proporção dos votos que tiveram nas últimas eleições, em novembro de 2005, e somente poderiam ser destituídos com o voto de dois terços dos deputados.

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