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Efe
Efe

Encerrado processo de genocídio contra ex-líder mexicano

Ex-presidente Luis Echeverria foi o único indiciado pelo massacre de pelo menos 44 estudantes em 1968

Reuters,

27 de março de 2009 | 18h14

Um tribunal federal encerrou nesta sexta-feira, 27, um processo contra o ex-presidente mexicano Luis Echeverria, acusado por um massacre estudantil que aconteceu há mais de quarenta anos. A medida pôs fim a última tentativa de castigar algum responsável pelo o que é considerado um dos episódios mais dolorosos da história recente do México.

 

O tribunal ratificou nesta tarde um amparo concedido ao ex-presidente contra acusações de genocídio pela morte de pelo menos 44 estudantes nas mãos da polícia em uma manifestação na Cidade do México, em 2 de outubro de 1968. Echeverria, de 87 anos, ocupava na época o cargo de secretário de Governo (Interior). Posteriormente, assumiu a presidência do México, ao final de 1970 até 1976.

 

A acusação havia apelado contra o amparo concedido a Echeverria em 2007, mas a decisão do tribunal desta sexta encerra o julgamento iniciado em 2006 e a prisão domiciliar a qual foi submetido durante o processo.

 

"Não temos outro passo a dar. Era a última instância", disse um porta-voz da fiscalização geral sobre a apelação. Em 2 de outubro de 1968, soldados e policiais dispararam contra uma multidão de estudantes, trabalhadores, donas de casa e crianças que participavam de um ato na praça de Tlatelolco, em um enorme complexo de prédios de departamentos no coração da capital mexicana.

 

Muitos estudantes foram detidos e vários continuam desaparecidos até hoje, segundo organizações civis. De acordo com dados oficiais, 44 pessoas morreram, mas segundo sobreviventes, familiares e órgãos de direitos humanos ao menos 300 foram vítimas dos policiais.

 

Durante anos, muitos mexicanos fizeram manifestações no dia do massacre e exigiram justiça e castigo aos responsáveis, mas quase todos os funcionários e chefes de governo envolvidos no episódio já morreram. O único indiciado foi Echeverria, que nunca reconheceu responsabilidade nos assassinatos.

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