Encontrados 20 cadáveres na região central de Guadalajara

Ao menos 20 cadáveres foram encontrados na quinta-feira na região central de Guadalajara, a segunda maior cidade do México, em uma nova escalada de violência na costa do Pacífico, onde atua o chefão do narcotráfico Joaquín "el Chapo" Guzmán.

REUTERS

24 de novembro de 2011 | 16h01

Os corpos estavam no interior de três caminhonetes estacionadas nas imediações da escultura dos Arcos do Milênio, um lugar emblemático da populosa capital do Estado de Jalisco.

Um funcionário do Ministério Público Estadual disse à Reuters que provavelmente havia entre 20 e 23 cadáveres.

Segundo a mídia local, o achado ocorreu a 500 metros do auditório onde será realizada a partir de sábado a Feira Internacional do Livro de Guadalajara, da qual participam todos os anos célebres escritores e intelectuais.

Canais de televisão mostraram o momento em que as autoridades bloquearam o trânsito de veículos em uma congestionada avenida onde estavam estacionadas as caminhonetes, enquanto policiais e soldados vigiavam a área.

Guadalajara -- famosa pela música dos mariachi mexicanos e pela tequila e que recentemente foi sede dos Jogos Pan-Americanos -- é o cenário de uma guerra entre o poderoso cartel de Sinaloa, dirigido por Guzmán, e o violento bando dos Zetas e outras organizações criminosas.

No exterior de uma das caminhonetes foi encontrada uma manta feita pelo grupo Milenio-Zetas, segundo o jornal El Universal.

ADVERTÊNCIAS

Até poucos meses atrás a cidade não havia registrado assassinatos em massa, decapitações ou tiroteios a partir de veículos em movimento.

O consulado dos Estados Unidos em Guadalajara advertiu em fevereiro sobre um "crescimento marcado da atividade criminosa".

As autoridades consulares proibiram que os funcionários norte-americanos viajem à noite entre a cidade e seu principal aeroporto, e pediu que os visitantes norte-americanos sigam a recomendação.

O acontecimento de quinta-feira é um exemplo da escalada de violência nos Estados do oeste do México.

Na quarta-feira, ao menos 26 pessoas foram assassinadas no Estado de Sinaloa.

(Reportagem de Miguel Angel Gutiérrez e Rachel Uranga)

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