Encontro Chávez-Farc leva esperança a parentes de reféns

Parentes de reféns de guerrilhas daColômbia elogiaram na segunda-feira o anúncio de que opresidente da Venezuela, Hugo Chávez, vai se reunir em 8 deoutubro com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia(Farc) para tentar estabelecer uma mediação que leve àlibertação dos sequestrados. O encontro pode ser o passo inicial para o fim do impasseentre o presidente colombiano, Alvaro Uribe, e as Farc sobre alibertação dos reféns, como a política franco-colombiana IngridBetancourt. "Isso é bastante significativo. É a primeira vez que ouçodizer que vão sentar para negociar", disse George Gonsalves,cujo filho Marc é um dos três norte-americanos sequestradospela guerrilha desde 2003. A imprensa colombiana mostrou um vídeo em que o líderguerrilheiro Raúl Reyes aparece reunido num acampamento naselva com a parlamentar Piedad Córdoba, entregando uma mensagempara Chávez propondo uma conversa preliminar no dia 8 deoutubro na Venezuela. Córdoba, adversária de Uribe e aliada de Chávez, agiu comointermediária entre os dois presidentes quando eles se reuniramem Bogotá, em agosto, para anunciar que as Farc poderiamnegociar em território venezuelano. Chávez, ídolo da esquerda latino-americana por suascríticas contumazes a Washington, diz que pretende se reunircom o líder máximo das Farc, Manuel Marulanda, mas não estáclaro como isso aconteceria. "Esperamos que com seu apoio, ajuda e disposição emcontribuir nós possamos libertar prisioneiros de ambos oslados", disse Reyes no vídeo, que mostra o idoso rebeldesentado com Córdoba numa cabana improvisada. Alguns observadores dizem que Bogotá pode tentar adiar asnegociações para depois das eleições municipais de outubro,para garantir que eventuais ataques da guerrilha antes edurante a votação não prejudiquem o delicado processo pelalibertação dos reféns. "Só espero que os dois lados usem as chances para seencontrar", disse Patrícia Perdomo, filha de uma deputadasequestrada pelas Farc. "Isso deveria criar possibilidades parao governo e para as Farc."

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