Enigma de Emmanuel mantém entrega de reféns em suspenso

O enigma sobre a verdadeira identidadede um menino sob custódia da Colômbia mantém em suspenso oreinício de uma operação da Venezuela para receber três refénsque as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)prometeram libertar e também ameaça prejudicar a imagem de umadas partes envolvidas. As Farc prometeram entregar ao presidente da Venezuela,Hugo Chávez, as políticas Consuelo González e Clara Rojas, e ofilho de Rojas, Emmanuel, mas a libertação foi interrompidatemporariamente porque a guerrilha denunciou estar sendoimpedida por operações militares da Colômbia. O presidente colombiano, Alvaro Uribe, conhecido por suapolítica dura contra a guerrilha, negou haver combates eoperações militares em uma extensa área de selva para onde, aoque parece, estava sendo planejada a entrega dos reféns. Uribe aceitou uma proposta da Venezuela de estabelecer umcorredor e ordenar a suas Forças Armadas um cessar fogo naregião da libertação, mas surpreendeu ao levantar a hipótese deque as Farc não teriam em seu poder Emmanuel, que nasceu nocativeiro, por isso estariam retardando a entrega dos reféns. O analista Vicente Torrijos afirmou que, se a hipótese deUribe for comprovada pelo teste de DNA realizado nos parentesde Rojas na Venezuela, as Farc sofrerão um duro golpe em suacredibilidade diante de governos de esquerda da América Latina,os quais ainda confiam nas intenções do grupo rebelde. "O desprestígio em nível internacional já acumulado seriatotalmente ampliado", opinou o perito. Rojas, de 44 anos, teve um filho na selva, ao que parecefruto de uma relação consentida com um dos guerrilheiros que avigiavam. O menino que poderia ser Emmanuel está em Bogotá noInstituto Colombiano de Bem-Estar Familiar, protegido sobestritas medidas de segurança. O procurador-geral da Colômbia,Mario Iguarán, disse que o resultado dos testes de DNA serãoconhecidos dentro de 10 a 15 dias.

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