Eliseo Fernandez/Reuters
Eliseo Fernandez/Reuters

Enriquez-Ominami, a promessa de renovação na política chilena

Deputado se apresenta como alternativa aos 'dinossauros' que estão no poder desde a redemocratização

estadao.com.br,

10 de dezembro de 2009 | 14h43

Marco Enriquez-Ominami, um cineasta e deputado de 36 anos, deve desempenhar um papel crucial nas eleições deste domingo, 13. Filho de um guerrilheiro de esquerda, assassinado durante a ditadura Pinochet (1973-1990, Enriquez-Ominami é o terceiro nas pesquisas, atrás do direitista Sebastián Piñera e do ex-presidente Eduardo Frei.

 

Criado na França, o deputado fez a campanha baseado em promessas de renovação e no ataque a 'dinossauros políticos', que segundo ele dominaram o bloco de centro-esquerda Concertación, no poder desde a redemocratização.

 

Para o cientista político Guillermo Holzmann, da Universidade de Valparaíso, Ominami, se transformou em um símbolo da nova etapa política do Chile. "Ele representa os desencantados com a Concertación e os que não estão inscrito em um sistema que não os satisfaz", disse.

 

Com uma plataforma de esquerda, o deputado tem defendido uma reforma tributária para aumentar os impostos das mineradoras para financiar projetos de educação.

 

Veja também:

Os perfis dos outros candidatos

link 'Berlusconi chileno' é favorito para recolocar direita no poder

link Frei tenta mudar imagem para manter coalizão no poder

 

Enriquez Ominami pode ser decisivo caso a eleição vá para o segundo turno. Apesar de seu rechaço à direita, ele deve se recusar a apoiar Frei. Algumas pesquisas indicam que o deputado tem até 20% dos votos.

 

Analistas indicam que Ominami tem potencial para disputar a eleição com chance de vitória em 2014, especialmente se a Concertación sair derrotada no domingo. " Ele é jovem, daqui a quatro anos terá 40. Seria tolo se não capitalizar em cima do apoio que vem obtendo", afirmou Gustavo Martinez, diretor do Centro de Estudo de Opinião Pública da Universidade do Chile.

Tudo o que sabemos sobre:
Chileeleições

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.