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Equador acha 'válido' acionar Colômbia em corte internacional

O Equador considera "uma opção válida"recorrer à tribunais internacionais contra as autoridades e osmilitares da Colômbia envolvidas no ataque deste mês contra umacampamento da guerrilha Farc em território equatoriano, disseo procurador-geral do país na segunda-feira. A ação militar matou mais de 20 pessoas, inclusive RaúlReyes, o número 2 da guerrilha marxista Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc). A confirmação, no fim desemana, de que havia um equatoriano entre os mortos provocou aira do governo do Equador. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, já pediu desculpaspela violação do território do país vizinho, mas qualificoutodos os mortos (entre os quais havia também 4 mexicanos) como"terroristas" que estariam agindo "contra o povo colombiano". O procurador-geral interino do Equador, Alfredo Alvear,disse na segunda-feira que processar os responsáveis emtribunais extraterritoriais seria "uma opção válida sob osistema jurídico internacional." "A regra de todas as convenções internacionais em matériapenal é que é preciso evitar que se produza a impunidade dasinfrações", acrescentou. Ao saber da morte do cidadão equatoriano Franklin Aizalia,o presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que as relaçõescom a Colômbia poderiam piorar ainda mais, e garantiu que não"deixará esse assassinato na impunidade". A polícia equatoriana está investigando as possíveisligações de Aizalia, serralheiro que vivia num bairro pobre deQuito, com as Farc. O corpo do equatoriano permanece num necrotério daColômbia, para onde foi levado por militares depois do ataquena província equatoriana de Sucumbíos, na região amazônica. O incidente levou o Equador a romper relações com aColômbia. A Venezuela e a Nicarágua também se envolveram nacrise, ao lado de Quito. A comunidade internacional condenou aColômbia pela violação do território equatoriano, mas buscareaproximar ambas as partes. Equador e Colômbia têm uma fronteira de quase 600quilômetros, cenário de operações de grupos irregulares, comoguerrilhas e grupos de narcotraficantes. Os dois países não seentendem sobre os mecanismos necessários para controlar aregião.

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