Equador afirma ter matado rebelde colombiano na fronteira

Segundo comunicado, fato aconteceu quando patrulhas estavam em uma zona selvática da fronteira

Efe e AP,

07 de agosto de 2009 | 20h57

O Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador informou nexta sexta-feira, 7, que uma patrulha do Exército nacional abateu um suposto subversivo colombiano quando fazia uma vigilância na zona selvática da província amazônica de Sucumbíos, perto da fronteira com a Colômbia.

 

Segundo um comunicado oficial, o fato aconteceu quando patrulhas de controle militar da Força de Tarefa N. 1 Norte estavam em uma zona selvática da fronteira, onde localizaram membros de grupos armados ilegais da Colômbia que tinham entrado ilegalmente em território equatoriano.

 

Houve, então, um combate entre a patrulha do Exército equatoriano e os guerrilheiros, no setor de Barranca Bermeja, na zona equatoriana fronteiriça de Sucumbíos. O confronto causou a morte de um militante das forças ilegais da Colômbia e não houve baixas nem feridos nas fileiras militares equatorianas, explicou o comunicado do Comando Conjunto.

 

O relatório militar não explica se o confronto corresponde a uma notícia emitida por vários meios de comunicação equatorianos, que advertiam da detenção de dois supostos guerrilheiros da Frente 48 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em um setor de Sucumbíos. Segundo a versão jornalística, os supostos guerrilheiros tinham em seu poder mantimentos e duas latas de gasolina, informou a cadeia TC Televisión.

 

Discurso

 

O presidente do Equador, Rafael Correa, discursou nesta sexta-feira ante centenas de militares sobre a ordem que eles receberam de "rechaçar" incursões como a feita ao país pelas Forças Armadas colombianas em março de 2008 e que levou à ruptura das relações diplomáticas bilaterais.

 

"Jamais haverá novamente um 1º de março de 2008. Estaremos preparados para repelir qualquer incursão em território pátrio", assegurou Correa durante uma cerimônia militar, em referência à data de um bombardeio em território equatoriano contra um acampamento clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

A operação resultou no rompimento das relações diplomáticas de Quito com Bogotá, como protesto pelo que o governo equatoriano, que considerou o ato uma violação de sua soberania.

 

A guerra na Colômbia "não é nossa...querem nos envolver nela, isso sim, e para isso se esforçam. Não se pode combater a ilegalidade com mais ilegalidade, não se pode entrar a tiros na casa do vizinho", afirmou Correa, em tom firme, durante discurso para as tropas equatorianas.

 

Dias atrás, Correa havia advertido que a Colômbia receberá "uma resposta militar" se um episódio como o de março do ano passado se repetir.

 

Sobre as denúncias colombianas de supostos vínculos da guerrilhas com o governo de Correa, o presidente reafirmou que "jamais tivemos o menor acordo ou vínculos com as Farc".

 

O Comando Conjunto das Forças Armadas informou nesta sexta-feira que dois supostos guerrilheiros pertencentes à frente 48 das Farc foram capturados durante uma patrulha em La Alegría, província de Sucumbíos, na região de fronteira.

 

Os detidos afirmaram ser membros das Farc e disseram operar no setor La Fama, do lado colombiano. Um dos capturados foi identificado como Jonathan ou Cachama e seria o "comandante da esquadra da quinta comissão de finanças" que opera em La Victoria, Colômbia, na fronteira, segundo comunicado.

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