Equador anuncia detenção de cinco supostos membros das Farc

Corpo de guerrilheiro é encontrado na região do acampamento; mexicanos podem estar entre os mortos

Associated Press e Efe,

07 de março de 2008 | 08h52

O governo do Equador anunciou no fim da noite de quinta-feira, 6, a detenção de cinco supostos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.   Veja também:     Chávez diz que é preciso evitar uma guerra na América Latina Resolução diz que Colômbia violou soberania do Equador Colômbia exibe imagens da incursão militar  Dê sua opinião sobre o conflito   Por dentro das Farc  Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região   'É possível que as Farc se desarticulem'   Embaixador brasileiro Osmar Chohfi comenta decisão da OEA     O ministro de Segurança do Equador, Gustavo Larrea, disse que "supomos que esse grupo estava próximo do acampamento das Farc" atacado no último sábado pelo Exército da Colômbia. O ataque, no qual morreu o número 2 das Farc, Raúl Reyes, desatou uma crise diplomática que culminou no rompimento das relações entre o Equador e a Colômbia. Além de Reyes, mais 24 supostos guerrilheiros morreram na incursão do último sábado. O número de mortos subiu na quinta, quando o corpo de mais um suposto rebelde foi encontrado na região do ataque colombiano.   As autoridades suspeitam que o guerrilheiro tenha sido atingido por estilhaços das bombas pesadas lançadas pelos helicópteros durante a Operação Fênix. "Os fragmentos dessas bombas atingem pessoas que estão a 700 metros de distância", disse uma fonte militar.  O acampamento atacado na semana passada situava-se nas proximidades de Angostura, a apenas dois quilômetros da fronteira com a Colômbia. Os cinco supostos guerrilheiros detidos usavam uniformes militares com distintivos das Farc. As forças equatorianas de segurança apreenderam com eles uma metralhadora, afirmou Larrea.   O chefe do Estado-Maior do Exército equatoriano, general Ernesto González, disse que os guerrilheiros das Farc costumam cruzar a fronteira em direção ao país. Em declarações à Rádio Quito, González disse que nos confrontos com os rebeldes já houve várias "baixas" e "detidos" entre os guerrilheiros. Além disso, afirmou que, em novembro, uma patrulha das forças especiais do Exército "esteve perto de capturar Raúl Reyes".   Envolvimento mexicano   Autoridades do Equador estão investigando versões de que pelo menos 5 professores e estudantes mexicanos estariam entre os mortos no ataque colombiano de sábado contra as Farc em território equatoriano. Os cinco estão desaparecidos. "Há possibilidades de que alguns dos corpos sejam de mexicanos", disse o ministro de Segurança do Equador, Gustavo Larrea. "Temos relatos sobre cinco mexicanos mortos", acrescentou, insistindo, entretanto, que essas mortes não estão confirmadas.   Cinco famílias mexicanas estão trabalhando com o Equador para tentar identificar os corpos. Entre os feridos está a estudante mexicana Lucía Morett, da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), de onde são também os cinco desaparecidos. Além dos mexicanos, um chileno também estaria entre os estrangeiros mortos na ação colombiana. Há versões de que os estudantes estariam participando de uma reunião internacional das Farc. A Unam negou ter vínculos com o grupo."Há possibilidade de encontrar guerrilheiros nascido em outros países", disse a fonte militar, que minimizou a hipótese de haver brasileiros entre as vítimas. "Não creio que haja algum brasileiro." O Ministério da Defesa do Equador levantou a suspeita de a Colômbia ter usado, durante a operação, as chamadas "bombas inteligentes", de fabricação americana. Em Angostura, os oficiais acreditam que a Colômbia contou com a ajuda da tecnologia americana para localizar os guerrilheiros.   (Com Expedito Filho, enviado especial de O Estado de S. Paulo) var keywords = "";

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