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Equador anuncia investigação sobre combates contra Farc

Presidente diz que foi avisado sobre o ataque que matou Raúl Reyes e se oferece para mediar negociações

Efe,

01 de março de 2008 | 15h05

O presidente equatoriano, Rafael Correa, ordenou neste sábado, 1, uma investigação militar sobre os combates registrados nesta madrugada na zona fronteiriça com a Colômbia, onde faleceu o "número dois" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes. Correa, além disso, admitiu que alguns "combates vieram do lado equatoriano". Além disso, ele reiterou sua oferta de mediação para encontrar uma saída pacífica ao conflito armado na Colômbia.   Veja também: Exército colombiano mata número dois das Farc Equador anuncia investigação sobre combates Chávez propõe grupo para mediar com Farc Uribe pede que Farc libertem Ingrid Betancourt Farc recebem ajuda brasileira, diz ex-refém Perfil de Raúl Reyes, o 'número dois' das FarcPor dentro das Farc  Reféns colombianos: do seqüestro à liberdade   O líder equatoriano confirmou que seu colega colombiano, Álvaro Uribe, lhe comunicou por telefone sobre os combates na zona fronteiriça. Correa recebeu a ligação telefônica de Uribe enquanto gravava o seu habitual programa de rádio aos sábados, horas antes de ser emitido.   "Era o presidente Uribe para me informar que na madrugada deste sábado ocorreram enfrentamentos muito fortes na zona do Putumayo, entre o Exército colombiano e as Farc, e que muitos desses combates vieram do lado equatoriano", assinalou. Segundo Uribe, "parece que as Farc penetraram em território equatoriano (...), então é preciso esclarecer melhor o incidente", disse o governante equatoriano.   O líder equatoriano expressou "toda a solidariedade ao povo colombiano, porque as perdas de vidas sempre são uma dor para toda sociedade civilizada". "Ratificamos nossa solidariedade com o povo colombiano e, se pudermos mediar em algo para remediar esse conflito tão sangrento entre irmãos, podem contar conosco", apontou.   "Aparentemente as Farc, de acordo com as versões preliminares que tem o presidente Uribe, penetraram em território equatoriano e o tiroteio aconteceu na linha de fronteira", insistiu Correa. Vamos mandar um contingente equatoriano, para que se faça um relatório mais preciso sobre esse fato", reiterou.   Os combates resultaram na morte de um soldado colombiano, 17 guerrilheiros mortos e 11 feridos e capturados, sendo que entre os mortos integrantes das Farc está o comandante Raúl Reyes, um dos principais líderes da organização. "Eu lamento qualquer perda de vida, para mim isso é uma grande dor", disse o chefe do Estado equatoriano, que nesse momento pediu que o comando da IV Divisão do Exército, assentado na Amazônia e próximo à zona dos combates, envie um contingente militar para investigar o fato.

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