Equador confirma restabelecimento de relações com Colômbia

Na semana passada, presidentes dos dois países decidiram retomar relações após intervenção de Jimmy Carter

Efe,

18 de junho de 2008 | 03h41

A ministra das Relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador, confirmou nesta terça-feira, 17, em Lima, que seu país restabelecerá relações diplomáticas com a Colômbia na próxima semana. "Na próxima semana, faremos a troca de notas e imediatamente serão designadas as pessoas, e eles tomarão seus cargos em cada um dos países", disse a ministra à Agência Efe, antes de entrar na reunião de chanceleres e titulares de Comércio da Comunidade Andina de Nações (CAN). Salvador lembrou que, na semana passada, "os dois presidentes (o equatoriano Rafael Correa e o colombiano Álvaro Uribe), pela intervenção do ex-presidente americano Jimmy Carter, tomaram a decisão de restabelecer as relações diplomáticas em nível de encarregados de negócios". "No entanto, é importante que se saiba que é somente um passo no restabelecimento total da confiança entre os dois países e, principalmente, da confiança que o Equador perdeu em relação à Colômbia", disse. O governo de Quito rompeu laços diplomáticos com Bogotá em 3 de março, dois dias depois de as tropas colombianas atacarem um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, ação na qual 26 pessoas morreram, entre elas o segundo ao comando dessa guerrilha, conhecido como "Raúl Reyes". O chanceler colombiano, Fernando Araújo, disse nesta terça-feira a jornalistas que "se o Equador considera que a data adequada é a próxima semana" para ele está tudo certo. Por isso "estaremos atentos à decisão que o Equador venha a tomar e a respaldamos", disse. Antes da reunião andina em Lima, Salvador disse aos jornalistas que Equador e Colômbia estão favoráveis a um "processo de recuperação de confiança". "Se não há acordos sempre há outros recursos que o Equador possa utilizar para receber os consertos", disse em alusão à possibilidade de recorrer a um fórum jurídico internacional para resolver o problema entre os dois países.

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