Equador critica concessão de bases colombianas aos EUA

'É como se construíssemos uma usina nuclear com a qual poderia atacar meus vizinhos', diz Correa

Efe,

15 de agosto de 2009 | 18h05

O presidente equatoriano, Rafael Correa, qualificou neste sábado, 15, de "gravíssima" a decisão da Colômbia de possibilitar a utilização de sete de suas bases militares por soldados americanos, por considerar que isso pode afetar a região.

 

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"Este é um assunto gravíssimo, não é somente um assunto de soberania da Colômbia. É como se eu construísse uma usina nuclear com a qual poderia atacar todos os meus vizinhos e dissesse, 'não, este é um assunto de soberania'. Quem pode acreditar nisso?", afirmou Correa.

Correa assegurou que o Equador está preocupado com a presença de tropas estrangeiras no país vizinho, pois a Colômbia ainda sustenta a tese de "guerra preventiva", segundo ele.

Segundo o presidente do Equador, com essa doutrina poderia voltar a ocorrer um bombardeio como o efetuado pela Colômbia, no dia 1º de março de 2008, contra um acampamento ilegal das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em solo equatoriano, que Quito considerou como uma violação de sua soberania e que derivou na relações diplomáticas rompidas entre os dois países.

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