Equador diz que computador das Farc pode ter sido alterado

Ministro equatoriano diz que nada explica o fato da Colômbia ainda não ter repassado informações encontradas

Efe,

28 de março de 2008 | 21h20

O ministro de Segurança do Equador, Gustavo Larrea, afirmou nesta sexta-feira, 28, que as informações que a Colômbia disse ter extraído dos computadores de Raúl Reyes, o porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), morto em 1º de março, podem ter sofrido manipulação. Larrea disse ainda que nada explica o fato de o governo colombiano ainda não ter repassado os dados encontrados ao Equador.   Veja também: Uribe autoriza troca de Ingrid Betancourt por rebeldes das Farc Especialistas da AIEA viajarão a Bogotá para analisar urânio Estado de saúde de Ingrid é delicado, diz defensor público Por dentro das Farc  Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região      "Sabemos, obviamente, que a documentação que está lá (nos computadores de Reyes) pode ter sido manipulada e não ser verdadeira", declarou Larrea à emissora de rádio Ecuadorinmediato. É por isso, lembrou o ministro, que o Equador pediu à Colômbia que lhe entregue uma cópia dos documentos que foram recuperados dos dois computadores de Reyes e que, segundo Bogotá, contêm informações que supostamente envolvem as autoridades equatorianas com as Farc.   "Lamentamos o fato de que não tenha ocorrido a entrega dessa documentação", acrescentou Larrea. "Muita informação que apareceu lá teve sua falsidade comprovada; por exemplo, a informação de que havia fotos minhas com Reyes", destacou o ministro equatoriano. Larrea explicou que, quando se reuniu com Reyes, não participou de "uma sessão de fotos", mas de uma conversa para facilitar a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, e de outras pessoas seqüestradas pela guerrilha.   Segundo Quito, a incursão militar colombiana ao acampamento das Farc instalado na floresta do Equador frustrou a libertação de Betancourt e de outros 11 reféns. Larrea lamentou o fato de a golômbia manter uma suposta campanha na mídia que tenta vincular o governo equatoriano com as Farc, o que, segundo ele, também impediu o restabelecimento das relações diplomáticas entre as duas nações.   "Não entendemos o que a Colômbia procura. Estamos dispostos a retomar as relações diplomáticas, mas só à medida que Colômbia deixar esta ofensiva midiática que leva adiante contra nosso país", destacou o ministro.

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