Equador diz que Grã-Bretanha ameaça invadir embaixada por Assange

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse nesta quarta-feira que o governo britânico ameaçou invadir a embaixada do país em Londres se o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não for entregue, e que a decisão sobre o pedido de asilo será anunciada na quinta-feira.

Reuters

15 de agosto de 2012 | 18h59

"Hoje nós recebemos uma ameaça do Reino Unido, uma ameaça clara e por escrito, de que eles poderiam invadir nossa embaixada em Londres se o Equador se recusar a entregar Julian Assange", disse Patiño a repórteres.

"Nós não somos uma colônia britânica", ele acrescentou em um comunicado irritado, depois de reunir-se com o presidente Rafael Correa.

O ex-pirata de informática - que irritou os Estados Unidos em 2010, quando seu site publicou documentos diplomáticos secretos- é requerido pela Suécia para ser julgado em um caso de crime sexual.

"O governo do Equador já tomou uma decisão a respeito do asilo para o senhor Assange e a anunciará amanhã às sete da manhã (9h no horário de Brasília)", declarou Patiño aos jornalistas.

Assange permanece na embaixada do Equador em Londres desde 19 de junho. O australiano disse que teme ser extraditado aos Estados Unidos porque acredita que ali sua vida corre perigo.

(Reportagem de Eduardo Garcia)

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