Equador diz que investigava ligação de morto com as Farc

O Equador afirmou na quinta-feira que umcidadão seu, morto no polêmico bombardeio colombiano deste mês,estava sendo investigado por supostas ligações com a guerrilhaForças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A possível ligação do serralheiro Franklin Aisalla com asFarc serviu de trunfo à Colômbia dentro da disputa diplomáticagerada pela ação militar em território equatoriano, queresultou na morte de 25 pessoas, inclusive do dirigente rebeldeRaúl Reyes. Quito inicialmente rejeitou as suspeitas apontadas porBogotá de que Aisalla serviria de contato das Farc no Equador.Finalmente, porém, o ministro equatoriano de Defesa, WellingtonSandoval, admitiu que o indivíduo era investigado havia mais decinco anos. "Desde 2003 se fez o acompanhamento de Aisalla. Ainvestigação está se concretizando. Mas certamente seinvestigava por supostas relações com as Farc", afirmou oministro. Ele acrescentou que, a despeito das atividades políticas doserralheiro, o Equador mantém sua posição de que sua morte foiuma violação dos direitos humanos, que não pode ficar impunenem se repetir. A investigação contra Aisalla (e não Aizalia, comoidentificado por autoridades inicialmente) foi realizada pelasForças Armadas entre 2003 e 2005 e pela polícia desde então. A imprensa local divulgou vídeos em que Aisalla apareceparticipando de atividades recreativas num suposto acampamentodas Farc, em local não revelado. A família negou qualquer atividade ilegal do serralheiro,cujo corpo chegou a Quito na noite de quinta-feira, depois depassar várias semanas num necrotério de Bogotá, para onde foilevado por militares que participaram da ação do dia 1o demarço. A incursão militar provocou uma crise diplomática regional,à qual se juntaram também Nicarágua e Venezuela, em apoio aogoverno esquerdista do Equador. A Colômbia já pediu desculpaspela invasão, mas o Equador ainda se recusa a reatar asrelações diplomáticas rompidas por causa da crise.

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