Equador diz que negocia nova linha de crédito com China

O Equador negocia uma linha de crédito de cerca de 1,7 bilhão de dólares com o Banco do Desenvolvimento da China, além dos empréstimos que o país andino já tem com o gigante asiático, disse neste sábado o presidente do Equador, Rafael Correa.

REUTERS

26 de novembro de 2011 | 16h40

A China se converteu no principal sócio financeiro do Equador, o menor membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), com a entrada de mais de 7 bilhões de dólares em linhas de crédito de livre disponibilidade, financiamento de centrais hidrelétricas e compra de petróleo com recursos antecipados.

"Estamos negociando um financiamento adicional de 1,7 bilhão de dólares", disse Correa em seu informe semanal de atividades.

"A China vê o Equador com muita expectativa, temos uma aliança estratégica com a China", acrescentou o presidente, sem explicar o destino do novo crédito.

O líder equatoriano defendeu o nível de endividamento de seu governo nos últimos anos com a China, argumentando que contribuiu para o desenvolvimento econômico do país pelos diferentes projetos que se desenvolveram com esses recursos.

Atualmente, o governo promove a construção da central hidrelétrica Coca Codo Sinclair, a maior do país, com recursos chineses.

"A China respeita muito o governo equatoriano, por isso nos tem dado tanto financiamento e isso é apenas o começo, porque podem nos dar muito mais e, de fato, temos que seguir aprofundados esta relação", concluiu Correa.

Recentemente Pequim desembolsou 1,4 bilhão de dólares de um empréstimo aprovado de 2 bilhões de dólares negociados no meio do ano pelo governo, com o que o Equador financiou parte do Orçamento para 2012.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

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