Equador diz que pagará empréstimos com órgãos multilaterais

Para enfrentar a crise internacional, Correa promete buscar financiamento em "organismos regionais"

Efe

20 de dezembro de 2008 | 19h35

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse neste sábado,20, que o país pagará por todos os empréstimos concedidos pela Corporação Andina de Fomento (CAF) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID. Estas dívidas não fazem parte daa revisão que o governo equatoriano pretende fazer devido a supostas ilegalidades em sua contratação. Em seu programa semanal de rádio, Correa esclareceu que o Equador "declarou moratória à dívida comercial", que é a que mantêm agentes privados em bônus, e "nada tem a ver" com a multilateral, contratada com organismos internacionais de crédito como o BID e a CAF.Correa ainda qualificou de "chantagem" a decisão das agências Moddy's  Standard & Poor's de baixar a qualificação do índice de risco da dívida soberana do país. Para enfrentar a crise internacional e o possível efeito no balanço de pagamentos, o Equador buscará financiamento nos "organismos regionais" de crédito, explicou Correa.Essa foi nossa política: trabalhar com os organismos regionais de crédito, o BID e a CAF", disse o líder equatoriano, após destacar que o país pagará todas as obrigações contraídas com esses dois organismos. "Como não vamos pagar à CAF?" se, além disso, é um organismo financeiro da Comunidade Andina (CAN), cuja Presidência temporária está nas mãos do Equador, questionou o governante, ao reiterar que os "grandes culpados" da crise internacional são os bancos de investimento e as agências de classificação de risco."O que não vamos pagar é a dívida ilegítima, para especuladores financeiros privados", reafirmou Correa, que mencionou que o Governo trabalha intimamente com a CAF, o BID e o Fundo Latino-Americano de Reservas (FLAR) em linhas de financiamento.Além disso, o presidente lembrou que, para vários grandes projetos de infra-estruturas, o Equador buscou o financiamento direto de países como Irã e China, entre outros, interessados, por exemplo, na construção de hidroelétricas e uma refinaria.

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