Equador e Colômbia conversam sobre retomada de relações

Países romperam em 2008 após colombianos entrarem no território vizinho sem permissão para combater as Farc

Agência Estado e Associated Press,

20 de agosto de 2009 | 15h59

O Equador e a Colômbia iniciaram uma aproximação com o objetivo restabelecer as relações entre os dois países, interrompidas em 2008, e propuseram a participação de um organismo de mediação internacional para analisar o caso, informou nesta quinta-feira, 15, o chanceler equatoriano Fander Falconi.

 

Falconí e seu colega colombiano Jaime Bermúdez conversaram na véspera da reunião de chanceleres da Comunidade Andina de Nações (CAN), que acontece em Lima.

 

O chanceler equatoriano disse que durante o encontro em Lima "pudemos trocar opiniões sobre como poderíamos explorar mecanismos de diálogo, além das medidas conjuntas para chegarmos à vontade dos presidente, que é a de iniciar um processo de diálogo", disse ele à rádio Sonorama.

 

Quito rompeu suas relações diplomáticas com a Colômbia no dia 3 de março de 2008, como resposta a uma incursão armada colombiana em território equatoriano para atacar um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), numa operação na qual foram mortos o líderes rebelde Raúl Reyes e outras 24 pessoas.

 

Fanconí disse a Bermúdez que "poderíamos criar as condições para que um organismo de mediação internacional analise nossas exposições, que têm de ser, evidentemente, conduzidas de forma respeitosa, mas firme".

 

Ele não indicou que organismo poderia fazer a mediação, mas afirmou que a ideia é que se possa "reunir perfeitamente as demandas". "O importante aqui é a vontade política dos dois países de chegarem a um processo de diálogo", afirmou. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Centro Carter têm tentado estabelecer um diálogo entre os dois países, mas não obtiveram êxito.

 

Falconi lembrou que "trata-se de um processo, não podemos esperar resultados imediatos". "O Equador tem um conjunto de requisitos para restabelecer as relações diplomáticas com a Colômbia e essas exigências têm de ser analisadas. Não se trata simplesmente de darmos um aperto de mãos, fazermos um discurso e as relações diplomáticas estão restabelecidas", afirmou.

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