Equador: maioria das petroleiras vai firmar novos acordos

O Equador está próximo de assinar novos contratos com a maioria das companhia petroleiras privadas que operam no país para aumentar as receitas do Estado provenientes do setor, mas uma importante autoridade alertou que algumas empresas ainda estão resistindo.

HUGH BRONSTEIN, REUTERS

20 de novembro de 2010 | 09h27

Terça-feira é o prazo final para que os executivos assinem novos acordos que eliminam os contratos com divisão de receita favorável às empresas. Algumas companhias, como a Petrobras e duas controladas pela chinesa CNPC, têm questionado os novos termos propostos.

"Das sete companhias com as quais estamos negociando, a maioria concordou com a assinatura do contrato", disse à Reuters Wilson Pastor, ministro equatoriano de Recursos Naturais Não Renováveis, na noite de sexta-feira. "Estamos preparando os documentos", acrescentou.

Pastor disse que o prazo de terça-feira continua vigente.

"Se na terça não assinarmos, não vamos assinar mais, com certeza", afirmou.

O ministro disse ainda que a Ecuador TLC, unidade da Petrobras, está resistindo à renovação, mas que, ao contrário de algumas reportagens recentes, a empresa brasileira não tinha decidido recusar o acordo.

"Temos tido desacordos com a Petrobras", disse Pastor. "Estamos negociando duramente. No entanto, ainda não há uma decisão final da Petrobras. Esperamos que essa decisão possa ser positiva", acrescentou.

Se a Petrobras não chegar a um acordo, o governo pagaria uma indenização à companhia e suas operações passariam ao controle da Petroamazonas ou Petroecuador, ambas estatais equatorianas, segundo o ministro.

Pastor disse que a Petrobras não concorda com as tarifas de serviços.

"Essa é a razão principal e a Petrobras provavelmente não está satisfeita com o contrato de prestação de serviços", afirmou.

Uma porta-voz da Petrobras no Brasil não comentou sobre as negociações.

(Reportagem adicional de Peter Murphy)

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