Equador não decidiu sobre pedido de asilo de Assange, diz chanceler

O Equador ainda não tomou uma decisão sobre o pedido de asilo do fundador do WikiLeaks Julian Assange, afirmou nesta terça-feira o ministro de Relações Exteriores do país, Ricardo Patiño, contrariando versões da mídia que indicavam que o asilo havia sido concedido.

Reuters

14 de agosto de 2012 | 18h33

Segundo o chanceler, somente o presidente equatoriano, Rafael Correa, e ele mesmo tomarão a decisão.

Sobre as versões da imprensa, Correa disse pouco depois em sua conta no Twitter: "Rumor de asilo a Assange é falso. Não há nenhuma decisão a respeito."

Assange está refugiado na embaixada equatoriana em Londres desde 19 de junho para evitar uma extradição para a Suécia, onde é requerido para ser interrogado por suspeita de envolvimento em dois casos de crimes sexuais.

O ex-pirata da informática, que enfureceu Washington em 2010 quando seu site WikiLeaks publicou milhares de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, disse que teme ser enviado a esse país, onde acredita que sua vida correria riscos.

Não está claro como Assange poderia viajar ao Equador caso o asilo for concedido. Por convenção diplomática, a polícia britânica não pode entrar na embaixada sem a aprovação do Equador. Mas ele não tem uma maneira de embarcar para o Equador sem passar por Londres, se expondo à prisão.

(Reportagem de Eduardo García)

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