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Equador nega laços com Farc; 3 mil soldados vão para fronteira

Ministro diz que denúncia colombiana é uma "cortina de fumaça" para ocultar a violação do espaço equatoriano

Agências internacionais,

03 de março de 2008 | 14h35

O vice-ministro equatoriano de Defesa, Miguel Carvajal, negou nesta segunda-feira, 3, que o seu país tenha relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), durante declaração a uma rádio de Bogotá. O Equador enviou nesta tarde 3.200 soldados para a fronteira, em uma inusitada mostra de força contra o ataque colombiano em que o número dois das Farc foi morto em território equatoriano. Segundo o diretor de Inteligência das Forças Armadas, general Luis Garzón, as tropas irão se concentrar na província amazônica de Sucumbios.   Veja também: OEA convoca reunião extraordinária sobre Colômbia e Equador Brasil vai atuar para reduzir tensão regional Colômbia acusa Equador e Venezuela na ONU Colômbia pede à Europa mediação do conflito  Ex-refém pede 'calma' para a crise Fidel alerta para as 'trombetas da guerra' na América do Sul Exército colombiano mata número dois das Farc Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Por dentro das Farc   Dê sua opinião sobre o conflito     De acordo com a agência France Presse, o vice-ministro assegurou que a denúncia colombiana sobre a "convivência" entre o governo equatoriano e a guerrilha é uma "cortina de fumaça" para ocultar a violação da soberania do Equador por parte da Colômbia.   "Não temos relações com grupos irregulares e lamentamos muito esta tentativa de nos implicar" com as Farc, disse Carbajal em Quito para a rádio Caracol. "Parece que está é uma manobra distrativa para evitar o real problema, que é a incursão militar que produziu um massacre em território equatoriano, sem conhecimento ou informação das autoridades equatorianas".    Denúncias colombianas   O comandante da polícia da Colômbia disse que documentos encontrados em um computador onde o líder das Farc, Raúl Reyes, foi morto pelo comando colombiano indicam que o presidente do Equador, Rafael Correa, vinha estreitando relações com o grupo. Os dois documentos, cujas cópias foram obtidas independentemente pela Associated Press, foram aparentemente escritas por Raúl Reyes nos últimos dois meses. Eles foram endereçados ao alto comando do grupo. Um porta-voz do governo equatoriano disse que as acusações são falsas.   "Esses documentos levantam a questão sobre quais são as relações do governo do Equador com a organização terrorista", disse o general Oscar Naranjo, comandante da polícia colombiana. Segundo ele, os documentos mostram sem sombra de dúvida que Reyes "construía uma agenda (de compromissos) com o Equador". O porta-voz do ministério de Segurança Interna do Equador, Edmundo Carrera, acusou Naranjo de estar mentindo. "Eles tentam encobrir o que fizeram", afirmou.   Um dos documentos, datado de 18 de janeiro, diz que Reyes encontrou-se com o ministro da Segurança Interna do Equador, Gustavo Larrea, e que ambos discutiram os "interesses de Correa em manter relações oficiais com as Farc". O documento diz ainda que Correa está preparado para alterar seu comando militar, que recusa apoiar a Colômbia em sua condenação das Farc e que o presidente equatoriano quer envolver-se nos esforços para assegurar a troca de prisioneiros entre as Farc e o governo colombiano.   Segundo a Dow Jones, o documento diz ainda que o governo do Equador considera Álvaro Uribe, o presidente colombiano, "um perigo para a região" e que o Equador gostaria que um soldado chamado Pablo Moncayo fosse liberado pelas Farc. Segundo ele, três notebooks foram encontrados durante buscas onde o líder foi morto e tais documentos começam a ser examinados pelas autoridades colombianas. Ele disse ainda que os EUA ajudarão a analisar os documentos.   O outro documento, de 28 de fevereiro, diz que um enviado de Correa, em encontro recente, pediu um encontro pessoal com os líderes das Farc, em Quito, garantindo transporte e segurança a eles. Os documentos de janeiro diziam que Correa cancelaria no próximo ano a permissão para uso da base de Manta, no Equador, dos aviões de supervisão aos EUA - o que já foi anunciado. As autoridades norte-americanas disseram que consideram mudar a base para a Colômbia.

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