Equador prende suposto líder guerrilheiro do ELN, diz jornal

Um alto comandante da guerrilhacolombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) teria sidodetido no Equador no começo deste mês, afirmou na segunda-feirao jornal equatoriano El Comercio. Segundo a publicação, um cidadão colombiano chamadoWillington Claro Arévalo foi capturado na cidade de Quito, nocomeço de maio, quando se preparava para deixar a capitalequatoriana rumo ao Peru de porte de quatro cédulas deidentidade falsas. Membros da polícia do Equador citados pelo jornal ElComercio disseram que o homem poderia ser um alto comandante daELN, a segunda maior guerrilha da Colômbia. Esse comandanteseria conhecido pelo codinome de "Antonio". Um integrante do Poder Judiciário equatoriano, poder esseque proferiu a ordem de prisão do colombiano por levar consigodocumentos falsos, disse à Reuters que ainda não seria possívelconfirmar se o homem preso mantinha algum vínculo com o gruporebelde marxista. "Ele foi detido sob a acusação de uso intencional dedocumentos falsos. Não podemos confirmar nada mais", afirmou afonte, ligada ao Judiciário, ao responder sobre se o suspeitoseria o comandante conhecido como Antonio. A fonte, que estáfamiliarizada com o caso, pediu para não ter sua identidaderevelada. As relações diplomáticas entre o Equador e a Colômbia foramrompidas em março logo depois de forças colombianas terembombardeado um acampamento da guerrilha Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc) localizado em territórioequatoriano. Na ação, que provocou a maior crise já surgidaentre os dois países, morreu um dos principais líderes daquelegrupo. Recentemente, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, acusouo presidente do Equador, Rafael Correa, de proteger os rebeldesdas Farc presentes no território do país vizinho, declaraçãoessa que fez aumentar ainda mais as tensões. "Antonio", cuja captura poderia significar um duro golpepara o ELN, figura na lista das pessoas mais procuradas daInterpol sob a acusação de terrorismo e de tráfico de armas. Segundo informações do Judiciário, Claro portariadocumentos de identidade colombianos e equatorianos com quatronomes diferentes. O suspeito encontra-se em uma cadeia deQuito. O jornal El Comercio disse que, depois da prisão, forçasequatorianas realizaram uma busca na moradia de Claro Arévalo,tendo encontrado ali um computador e vídeos de treinamento"subversivo", bem como celulares e equipamentos de comunicação. O juiz responsável pelo caso deixou claro que a prisãoefetuou-se em caráter preventivo a fim de permitir asinvestigações e que o caso está a cargo da Procuradoria Geraldo Equador. (Por Alexandra Valencia)

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