Equador quer evitar extradição de Assange para Suécia-chanceler

O Equador deseja impedir a extradição do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, para a Suécia, e lamentou a recusa do país escandinavo de interrogá-lo dentro da embaixada equatoriana em Londres, disse um ministro nesta quarta-feira.

EDUARDO GARCIA, Reuters

01 de agosto de 2012 | 19h59

Assange está refugiado na embaixada há seis semanas, enquanto aguarda a tramitação de um pedido de asilo.

O ativista irritou os EUA em 2010 ao divulgar milhares de documentos diplomáticos norte-americanos secretos e é alvo de um pedido de extradição da Suécia para responder por acusações de crimes sexuais. Mas ele teme que, depois de julgado na Suécia, seja transferido para os EUA.

O governo esquerdista do Equador tem dito que vai levar o tempo que for necessário para analisar o pedido de asilo do ativista australiano. O chanceler Ricardo Patiño afirmou na segunda-feira que a decisão só sairá após a conclusão da Olimpíada de Londres, no dia 12.

Segundo ele, o Equador propôs à Suécia para que interrogasse Assange na embaixada, o que poderia evitar a extradição dele. Mas Patiño disse ter sido informado "extraoficialmente" nesta quarta-feira que o governo sueco rejeitou a oferta. Ele se disse frustrado com a decisão, que "torna a situação mais complicada".

Ele não quis antecipar se a recusa sueca deixa o Equador mais inclinado a conceder o asilo político a Assange, mas afirmou que a proteção da vida e da liberdade do ativista é prioridade.

A chancelaria sueca não quis comentar o assunto, mas um porta-voz do Ministério Público do país disse que a promotora Marianne Nyh rejeitou a possibilidade de realizar o interrogatório na embaixada equatoriana em Londres. Segundo ele, a oferta foi feita por um advogado sueco de Assange, e não pelas autoridades do país sul-americano.

(Reportagem de Jose Llangari; reportagem adicional de Anna Ringstrom em Estocolmo)

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