Equador relata choque com as Farc na fronteira colombiana

As Forças Armadas do Equadorentraram em choque, nesta semana, com guerrilheiros nafronteira com a Colômbia e destruíram dois acampamentosclandestinos, sem que nenhum dos lados tenha registrado baixas,disse na sexta-feira, em Washington, um ministro equatoriano. Gustavo Larrea, ministro da Segurança Interna e Externa doEquador, esclareceu que houve troca de tiros com um pequenogrupo de guerrilheiros. Segundo Larrea, na ação foi detida umacolombiana que usava um pano com as três cores da guerrilhaForças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Nas declarações dadas em meio à visita a Washington, umaviagem feita para divulgar um plano de combate à violência nafronteira com a Colômbia (com mais de 600 quilômetros deextensão), o ministro sublinhou que essas operações eram provada adesão do Equador à luta contra o narcotráfico. "Esse foi o incidente de número 55 na fronteira desde que ogoverno (do presidente Rafael Correa) tomou posse, um ano emeio atrás", afirmou Larrea a jornalistas. Não houve registro de mortes na ação mais recente,acrescentou o governo em um comunicado. O ministro disse que a colombiana presa na região deYanamaru será enviada a seu país se houver uma ordem deextradição. O outro acampamento atacado, para cerca de 40 pessoas,ficava localizado na região de San Martín. Segundo Larrea, o incidente não deve provocar uma "escaladaverbal" com o governo da Colômbia, quase cinco meses depois demilitares colombianos terem invadido o território equatorianopara atacar um acampamento das Farc, matando o segundo membromais importante da guerrilha, Raúl Reyes. O episódio fez com que os dois países rompessem relaçõesdiplomáticas. O ministro destacou como positivo o fato de que, nasúltimas semanas, diminuiu o tom das declarações e repetiu queseu país busca combater os "grupos irregulares" na fronteira. Ogoverno colombiano acusou o governo de Correa, um políticoesquerdista, de colaborar com a guerrilha. Na capital norte-americana, Larrea encontrou-se comcongressistas e com o principal diplomata dos EUA para aAmérica Latina, Thomas Shannon. Nessas reuniões, ressaltou que o Equador continua dispostoa colaborar na luta contra as drogas apesar da decisão de nãoprorrogar o contrato de uso da base militar de Manta, queexpira em 2009. A base é utilizada pelos norte-americanos. Larrea disse que seu país comprará aviões e lanchas de altavelocidade para monitorar as atividades ilegais realizadas naregião de fronteira. O Equador depende da certificação dos EUA na luta contra asdrogas para seguir beneficiando-se de algumas regaliascomerciais, conhecidas pela sigla em inglês ATPDEA e quepermitem ao país exportar produtos ao mercado norte-americanossem pagar impostos. As regalias deixam de vigorar em dezembro e dependem doCongresso dos EUA para serem renovadas. (Reportagem de Adriana Garcia)

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