Equador suspende venda de álcool por três dias após contaminação

O Equador declarou estado de emergência no domingo e proibiu a venda de bebidas alcoólicas durantes três dias, após uma intoxicação por aguardente adulterada, que já deixou 23 mortos no país.

REUTERS

18 de julho de 2011 | 15h21

A crise começou na semana passada, quando dezenas de pessoas foram a um hospital na província litorânea de Los Ríos com sintomas de intoxicação.

Pelo menos 23 pessoas morreram nas últimas horas, duas delas fora de Los Ríos, e quase cem pessoas continuam sendo atendidas em hospitais da região, segundo explicação dada pelo governo em rede nacional de TV.

As autoridades declararam "estado de exceção" para poder oferecer recursos econômicos contra a crise e mobilizar policiais e militares para apreender a bebida adulterada. A declaração do estado de emergência não afeta os direitos dos cidadãos.

A proibição de venda de bebidas por três dias pode ser prorrogada até que toda a aguardente adulterada seja encontrada.

A bebida está misturada com álcool industrial, o que causa dor de cabeça, vômitos e até perda da visão. Até o momento já foram apreendidos cerca de 5.830 litros de álcool artesanal e 3.239 litros de aguardente.

A bebida teria sido comercializada em cinco províncias, e os casos de intoxicação se espalharam para a região andina do país.

"Fazemos um apelo à população para que por favor não consuma esse tipo de álcool," disse a jornalistas o ministro da Saúde, David Chiriboga.

O consumo de álcool no Equador é muito alto, sobretudo em zonas rurais, por parte da população indígena e rural.

(Por Alexandra Valencia)

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