Equador viverá ano político turbulento, prevê presidente

O presidente do Equador, Rafael Correa,previu na quinta-feira que o país viverá um ano turbulentodevido à resistência de setores do poder, entre eles o sistemafinanceiro e os meios de comunicação, às reformas que ele querexecutar para implantar o chamado "socialismo do século 21." O líder socialista garantiu que as reformas constitucionaisque planeja para desmantelar o poder que os partidoshegemônicos exerciam no Estado, assim como o modelo neoliberal,provocarão mais turbulência política na nação andina. Segundo ele, 2008 continuará sendo um ano "de confrontopolítico, e ainda mais." "Só um insensato busca o confronto,mas não nos enganemos, diante de um processo de mudança aresistência é inevitável," afirmou Correa numa entrevista aojornal El Comercio, a dias de completar um ano no cargo. Correa está apostando na Assembléia Constituinte, quecomeçou a reforma constitucional em novembro, num dos paísesmenos estáveis da América Latina. A Constituinte, de maioria governista, acabou virandosímbolo do descontentamento com os partidos tradicionais,acusados por Correa de compactuarem com a manutenção dapobreza. Já os adversários de Correa esperam conseguir derrotá-lo noreferendo para aprovar a nova Constituição. As medidas maiscriticadas são a instituição da reeleição presidencial e daantecipação das eleições gerais. O clima de confronto que domina o país deixou empresários einvestidores em alerta, o que se refletiu na diminuição doritmo de crescimento da economia. Em 2007, a previsão é que o PIB tenha crescido 2,6 porcento, o nível mais baixo desde 2000. Correa, um fenômeno eleitoral em um país que testemunhou aqueda de três presidentes só na última década, em meio arevoltas, afirmou que está pronto para a batalha porque estáconvencido de que "é a última oportunidade do Equador de teruma mudança pacífica." Em 2008, o Equador espera crescer 4,25 por cento, segundoprojeções do Banco Central, apesar da expectativa deinstabilidade política em torno do referendo.

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