Equador volta a ameaçar suspensão de pagamento da dívida

Ministro de Coodenação Política afirma que presidente Rafael Corra decidirá sobre calote em 15 de dezembro

Gustavo Nicoletta, Agência Estado

04 de dezembro de 2008 | 12h33

O presidente do Equador, Rafael Correa, decidiu abandonar o pagamento da dívida externa do país, afirmou o ministro de Coordenação Política do país, Ricardo Patiño, de acordo a edição do jornal El Universo desta quinta-feira, 4. "As dívidas são resultado de um processo de ilegalidade e ilegitimidade", disse Patiño, que presidiu uma comissão de auditoria das dívidas do Equador. Ele reiterou que Correa anunciará a decisão sobre o pagamento da dívida em 15 de dezembro. Dentre os débitos questionados está um empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção de uma hidrelétrica no país.   Veja também:  BNDES empresta US$ 2,3 bi para regiãoCalote frustraria integração, diz AmorimParaguai também quer rever dívida com Brasil Em novembro, a comissão de Patiño afirmou que as dívidas contraídas pelo Equador entre 1976 e 2006 são ilegítimas ou ilegais. Na mesma época, Correa disse que o governo buscaria maneiras de não pagar dívidas que possuíssem indícios de corrupção ou ilegalidade. No dia 14 de novembro, o Equador anunciou que utilizaria um período de carência de 30 dias para decidir se pagaria o juro nominal dos títulos de dívida do país com vencimento em 2012. O pagamento do cupom estava agendado para 15 de novembro.   Na última terça-feira, Alejandro Olmos, membro da comissão de auditoria da dívida do governo, disse que uma equipe de advogados nos EUA determinaria se o Equador poderia ser bem sucedido num eventual processo no Estado de Nova York para suspender o pagamento da dívida externa. "Se a opção judicial for viável, o Equador vai parar de pagar a dívida; se não, teremos de pagá-los, não há outra opção", disse.   O governo do Equador ameaçou interromper o pagamento de empréstimo obtido no BNDES para a construção de uma hidrelétrica pela empreiteira brasileira Norberto Odebrecht, em razão de problemas ocorridos na obra. O país estuda as opções legais para repudiar ou anular a dívida externa que mostrou indícios de "ilegalidade" após uma auditoria aplicada por uma comissão do governo, que apresentou seu relatório no mês passado.   (Com agências internacionais)

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