Escritor colombiano lamenta libertação de Ingrid Betancourt

Fernando Vallejo chama ex-refém de oportunista; 'É um horror que tenham libertado essa mulher horrível', diz

Da Redação,

03 de julho de 2008 | 16h21

O escritor colombiano Fernando Vallejo lamentou a libertação da ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt. "É um horror que tenham libertado essa mulher horrível! Como se Uribe e toda essa praga de políticos miseráveis não fossem suficientes! E o resto dos seqüestrados?", indagou Vallejo, que está no Brasil participando da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).   "Só procuraram por essa mulher ambiciosa e sua companheira de aventuras, Clara Rojas?", acrescentou. Ele também criticou as Farc: "os integrantes das Farc não são apenas seqüestradores assassinos, são também uns velhacos. Depois da Igreja Católica e de Uribe, são a maior praga da Colômbia", continuou o escritor. "É preciso acabar com todos eles", completou, dizendo que Ingrid é uma "oportunista."     Veja também: Ingrid pede liga de países para libertar reféns Lula cobra sensibilidade das Farc para soltar reféns EUA admitem que sabiam de plano O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt O seqüestro de Ingrid Betancourt    Para o colombiano, a ex-candidata à presidência colombiana, sua família e o presidente francês Nicolas Sarkozy "aproveitaram o momento para aparecer."   Vallejo está lançando o controverso O Desfiladeiro, romance com toques autobiográficos em que a mãe é chamada de "A Louca"; o irmão caçula é lembrado como o "Grande Cretino" e "aborto da natureza"; mulheres grávidas em geral são tratadas por "vacas cínicas" e o falecido papa João Paulo II é chamdo de "travesti polonês" e "besta vaticana."     (Com Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo)  

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