Esforços dos EUA no Haiti podem afetar Afeganistão, diz oficial

Funcionário declara que ainda é cedo para definir quanto tempo as tropas norte-americanas ficarão no país

Efe,

20 de janeiro de 2010 | 23h45

Menino haitiano senta entre dois oficiais da 82ª Divisão da Força Aérea norte-americana. Foto: Shawn Thew/Efe

 

WASHINGTON - A operação militar que os Estados Unidos realiza no Haiti, para onde enviou 12.000 militares e vários navios com toneladas de ajuda, poderia afetar o envio de mais tropas ao Afeganistão, reconheceu nesta quarta-feira, 20, um oficial do Pentágono.

 

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"A ida a esses lugares não atrasou nada até agora, mas claramente faz pressão", disse um oficial, em condição de anonimato."Somos conscientes e continuamos estudando com muito cuidado o impacto que o envio de nossas tropas ao Haiti pode ter em outras operações no mundo", acrescentou.

 

O oficial declarou que a missão no Haiti não tem prazo pré-determinado e dependerá das necessidades da nação caribenha. "Estamos aqui para dar apoio a outras agências governamentais e temos as transmitido duas coisas. Número um, vamos avançar o mais rápido possível para reunir o maior apoio possível e, número dois, vamos estar aqui somente se necessário", afirmou.

 

De acordo com o funcionário, para determinar a data da retirada das tropas dos EUA do país, primeiro é

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necessário que a Agência de Cooperação norte-americana (USAID, na sigla em inglês) e o governo do Haiti analisem os danos causados pelo terremoto.

 

"Estamos somente a sete dias depois do terremoto e no entanto não sabemos realmente a magnitude do dano", declarou o oficial, que insistiu que ainda é cedo para falar de semanas ou meses de permanência das tropas norte-americanas no país caribenho.

 

A missão dos Estados Unidos no Haiti, denominada de "Resposta Unificada", conta com os navios anfíbios "Bataan","Carter Hall" e "Fort McHenry", o navio de transporte "Gunston Hall", o porta-aviões "Carl Vinson" e o hospital "Comfort".

 

O presidente Barack Obama apresentou em dezembro sua nova estratégia para o Afeganistão, quando prometeu o envio de 30.000 soldados ao país em seis meses para se somarem aos 68.000 militares norte-americanos e aos cerca de 30.000 de outras nacionalidades que já estão em território afegão.

 

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