Esforços para libertar reféns na Colômbia sofrem revés

Os esforços para libertar refénsmantidos por rebeldes colombianos sofreram um revés neste fimde semana, quando a vizinha Venezuela descartou os planos denegociação em Caracas para realizar a troca de prisioneiros. O presidente venezuelano Hugo Chávez, que recebeu o pedidocolombiano para facilitar as conversas para troca deprisioneiros, disse que o líder rebelde Manuel Marulanda nãoiria às negociações em Caracas. Além disso, Chávez pediu ao presidente colombiano ÁlvaroUribe para retirar tropas da cidade de San Vicente de Caguáncom o objetivo de facilitar as conversas --idéia que Uriberapidamente descartou. O impasse deixa no limbo o destino dereféns como a política franco-colombiana Ingrid Betancourt. "Se for verdade que Marulanda não vai a Caracas, é umanotícia muito ruim para os reféns porque todos sabem que Uribenão vai desmilitarizar Caguán", disse Gustavo Duncan, analistade segurança em Bogotá. San Vicente del Caguán é o mesmo local da iniciativafrustrada do último presidente, Andrés Pastrana, que cedeu umterritório do tamanho da Suíça para os rebeldes. O linha-dura Uribe criticou ferozmente a antiga negociaçãoem sua primeira campanha presidencial e ganhou um segundomandato prometendo o fim das Forças Armadas Revolucionárias daColômbia (Farc), que lidera uma revolta desde os anos 1960. As Farc mantêm dezenas de reféns de alto escalão comoBetancourt, capturada durante a campanha presidencial de 2002,e os norte-americanos Thomas Howes, Keith Stansell e MarcGolsalves, presos durante uma missão de erradicação de drogas.

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