Espanha deseja que conflito com Chávez não afete empresas

Após incidente com o rei, presidente venezuelano ameaça vigiar atividades de empresas instaladas no país

Reuters,

15 de novembro de 2007 | 14h40

A Espanha espera que o impasse com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ofendido porque o rei lhe pediu publicamente que se calasse, seja esquecida e não afete os interesses empresariais espanhóis no importante país exportador de petróleo.   Chávez, que este ano nacionalizou grandes setores da economia sob sua denominada "revolução socialista", disse na quarta-feira que revisaria as relações diplomáticas e empresariais com a Espanha, após o conflito na recente Cúpula Ibero-Americana, no Chile.   "Veremos como a situação evolui, esperamos que esfrie essa série de declarações", disse na quinta-feira o ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos, em um café da manhã com empresários.   "A classe empresarial deseja recuperar a relação com as autoridades venezuelanas para poder continuar obtendo bons benefícios de seus investimentos na Venezuela", acrescentou.   Chávez mencionou os grupos Santander e BBVA, que possuem importantes bancos venezuelanos, como possíveis objetivos, e disse que a Venezuela, membro da Opep, não precisa de seus negócios. A petroleira Repsol também tem interesse no país.   Moratinos disse que a Espanha não cairia nas provocações e não responderia a Chávez, que tem se referido várias vezes ao incidente, no qual o rei perdeu a paciência com suas interrupções à intervenção do presidente espanhol José Luis Zapatero. "Salvo acontecimentos que nos levem a rever nossa posição, nossa atitude é manter os canais diplomáticos abertos", disse o ministro.

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