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Espanha diz que tenta mediar crise entre Colômbia e Equador

A Espanha realiza esforços para ajudar aColômbia e o Equador a superarem a crise provocada pelobombardeio colombiano de um acampamento de guerrilheiroslocalizado em território equatoriano, afirmou na quarta-feira oministro espanhol das Relações Exteriores, Miguel ÁngelMoratinos. A incursão aérea realizada no sábado provocou a morte deRaúl Reyes, segundo homem mais importante das Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc), e de outros 22 rebeldes,além de ter feito eclodir um grave conflito diplomáticoenvolvendo também a Venezuela. "Conversei anteontem (segunda-feira) com o ministro (dasRelações Exteriores) da Colômbia (Fernando Araújo) e ontem(terça-feira) com a ministra (das Relações Exteriores) doEquador (María Isabel Salvador)", afirmou Moratinos emdeclarações divulgadas pela Rádio Nacional da Espanha. "Estamos comprometidos em realizar contatos cruzados a fimde que voltem à normalidade as relações entre dois países muitopróximos e irmãos da Espanha, como é o caso da Colômbia e doEquador." O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbiadepois do ataque, que descreveu como um "massacre" responsávelpor violar a soberania dele. Os governos equatoriano evenezuelano expulsaram o embaixador colombiano de suascapitais. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu apoio aopresidente do Equador, Rafael Correa, um de seus maioresaliados na América Latina. A tensão atingiu seu ponto máximo quando o presidente daColômbia, Alvaro Uribe, disse que pretendia denunciar Chávez noTribunal Penal Internacional sob a acusação de que daria apoioàs Farc. Uribe fez essa ameaça depois de afirmar que documentosencontrados em computadores de Reyes apontariam a existência deum vínculo do Equador e da Venezuela com as Farc. Um dos documentos faria alusão a um suposto envio de 300milhões de dólares à guerrilha pelo governo Chávez. As Farc, maior grupo guerrilheiro da Colômbia, avisaram quea morte de Reyes ameaça os esforços para se firmar um acordopor meio do qual seriam libertadas algumas das pessoas mantidasreféns pelo grupo.

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