Especialistas da AIEA viajarão a Bogotá para analisar urânio

Material radioativo foi encontrado em um povoado rural e governo diz que ele pertence às Farc

Efe,

28 de março de 2008 | 02h14

Três especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) viajarão para a Colômbia para analisar o urânio achado perto de Bogotá, anunciaram nesta quinta-feira, 27, fontes do governo.  Uribe autoriza troca de Betancourt por rebeldes das FarcColômbia encontra urânio empobrecido das Farc em Bogotá Por dentro das Farc Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região    O Ministério da Defesa da Colômbia anunciou na quarta-feira, 26, que foi encontrado em Pasquilla, um povoado rural perto da capital do país, um carregamento de urânio empobrecido que pertencia ao grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A missão da AIEA viajará para Bogotá na próxima semana, afirmou o Ministério das Relações Exteriores. A visita foi acertada pelo embaixador colombiano na Áustria, o general reformado Rosso José Serrano. A Chancelaria explicou em comunicado que a visita dos especialistas tinha sido solicitada há dez dias em Viena pela vice-ministra de Assuntos Multilaterais, Adriana Mejía. Em declaração à mesma fonte, Serrano disse que a diplomata foi à cidade sede da AIEA "antecipando-se" ao acesso das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ao urânio encontrado. O embaixador, ex-diretor da Polícia Nacional, se referiu a um e-mail achado em um dos computadores do ex-porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes" - morto em uma operação do Exército colombiano -, o qual falava de uma oferta feita aos rebeldes por traficantes do mineral radioativo. Segundo este documento, um homem conhecido como "Belisario" ofereceu às Farc 50 quilos de urânio para que os insurgentes negociassem a carga com algum governo ao preço de US$ 2,5 milhões o quilo. Ainda de acordo com a Chancelaria, os especialistas da AIEA se reuniram com Serrano em Viena e, em Bogotá, se encontrarão com comandantes da Polícia e do Exército e com funcionários do Ministério de Minas e Energia.

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