Especialistas preveem mais destruição e mortes após terremoto

Possibilidade cresce pois tremor atingiu a zona mais populosa do Haiti; Embaixador pede ajuda aos EUA

Efe,

13 de janeiro de 2010 | 03h20

Especialistas em sismologia preveem grande destruição e muitas vítimas como consequência do terremoto que sacudiu o país mais pobre da América Latina, quando um tremor de sete graus e duas réplicas de 5,9 e 5,5 na escala Richter atingiram o Haiti na terça-feira, 12, destruindo prédios, a sede do Governo, as instalações da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) e o principal hospital.

 

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Um movimento sísmico deste tipo pode causar grandes danos, declarou à imprensa Don Blakeman, analista do Serviço Geológico dos EUA (USGS, sigla em inglês).

 

"Acho que vamos ver danos substanciais e vítimas" como resultado deste terremoto, o mais violento na história do Haiti, indica.

 

Essa possibilidade cresce pelo fato de o terremoto ter ocorrido em uma zona muito povoada, próxima a Porto Príncipe, capital do país, onde vive quase a metade da população haitiana, de aproximadamente 9 milhões de pessoas.

 

O embaixador do Haiti nos EUA, Raymond Joseph, pediu que a comunidade internacional ajude seu país, e assinalou que o sismo foi de proporções "catastróficas" dada a pobreza do Haiti.

 

"Definitivamente, peço a ajuda dos Estados Unidos", disse o embaixador, que se mostrou emocionado na entrevista. "A única coisa que posso fazer agora é rezar e confiar que não ocorra o pior", apontou.

 

"É possível que haja milhares de mortos", disse Karel Zelenka, dos Serviços Católicos de Ajuda, em Porto Príncipe, antes de terem sido cortadas as comunicações com a capital, segundo relatou uma porta-voz do grupo em Washington.

 

Também disse que "o caos e o desastre é total e que Porto Príncipe esta coberta por uma nuvem de pó", acrescentou.

 

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